O Centro de Portugal tem a felicidade de ter não um, não dois nem três, mas quatro lugares Património da Humanidade. Lugares que não se mimetizam na história que trazem até hoje, que se diferenciam na magnitude monumental e que se complementam no programa patrimonial, cultural e turístico que traduz a vocação única e diversa de cada um.

Distando, entre si, menos de meia hora na sua maior proximidade e pouco mais de uma hora na sua maior distância, os Mosteiros de Alcobaça e da Batalha, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia e o Convento de Cristo em Tomar, formam um circuito de proximidade geográfica que reproduz e alimenta a proximidade de que usufruem ao partilharem a condição de Património da Humanidade, criando um centro irradiador de mapeamento, reforço e reputação de referências turísticas de excelência.

Alcobaça, Batalha, Coimbra e Tomar estão, portanto, perto na razão objetiva do mapa, como estão perto na emoção subjetiva da experiência. Não se sobrepõem, nem no mapa nem na vivência, mas convidam, quando se lê um e quando se vive a outra, a ir ao lado conhecer os outros seus semelhantes na classificação patrimonial mas bem dissemelhantes nas razões que a garantiram.

Mosteiro de Alcobaça

A Abadia de Santa Maria de Alcobaça constituiu uma das mais importantes e de mais amplo significado casas cistercienses da Península Ibérica no emergente Reino de Portugal. É em 1153 e, portanto, dez escassos anos após a fundação do país, que D. Afonso Henriques – mesmo antes de Roma o reconhecer enquanto primeiro rei de Portugal – outorga a Bernardo de Claraval a Carta de Couto, atribuindo à Ordem de Cister um Território de cerca de 44 mil hectares, cujos limites iam da Serra dos Candeeiros até à costa marítima, avançando para Norte até às cercanias de Leiria e para Sul até às de Óbidos.

Na igreja aqui erigida, longa de 100 metros, jaz algo que, se vivo, nela nem assim caberia: o amor entre D. Pedro e D. Inês que, ao aqui terem túmulo como que cumprem, simbolicamente, o programa integralmente gótico que este monumento ergue pela sua arquitetura. É pela sua grandeza, pureza e beleza e a forma como estas, traduzidas em património do mundo, testemunham períodos significativos da história da humanidade, que em 1989 o Mosteiro é reconhecido pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.

Mosteiro da Batalha

O Convento de Santa Maria da Vitória, hoje conhecido por Mosteiro da Batalha, é a edificação de uma devoção em forma de gratidão. A da devoção do rei D. João I à Virgem Maria, e a da gratidão pela vitória da emancipação e independência de todo um país e de todo um povo, conquistadas num dos mais emblemáticos episódios da história Portuguesa, até hoje presente no imaginário coletivo nacional: a Batalha de Aljubarrota.

Catalisador da dinamização e transformação do seu território ao longo de seis séculos, foi no primeiro quarto deste tempo que se cruzaram, durante a sua construção, correntes artísticas e culturais, trazidas e disseminadas por viajantes, aprendizes e profissionais de arquitectura e construção de todo o Mundo Ocidental, ainda hoje visíveis neste lugar.

Eternamente imperfeito graças às suas capelas radiantes, o Mosteiro da Batalha é um lugar onde ainda hoje o esplendor gótico se revela na sua mais elevada imponência, em que o peso da pedra das suas fundações contrasta com a delicadeza e pormenor dos seus vitrais e nervuras, e onde se cruzam vitórias de Generais consagrados, e enredos rendilhados de Soldados Desconhecidos. Foi classificado como Património da Humanidade pela UNESCO em 1983.

Convento de Cristo

O Castelo de Tomar e Convento de Cristo é, sem qualquer margem de hesitação, um dos maiores conjuntos monumentais, no espaço – quarenta e cinco hectares – e no tempo – seis séculos de construção da arquitetura peninsular e europeia.

Fundado duas décadas depois da nacionalidade, expandido pelos herdeiros dos Templários, os designados de Cristo e contemporâneos da viagem de Portugal para fora de si e para fora do mundo de então, este Monumento à história multisecular de um povo foi classificado como Património da Humanidade em 1983 por, justamente, testemunhar na sua arquitetura tanto o mundo medieval das cruzadas como a síntese entre o ocidente exclusivamente europeu de então e o oriente já não tão próximo que, pela primeira vez, chegava ao velho mundo.

Pela harmonia protagonizada por um vasto reportório de estilos arquitetónicos que aqui confluem, bordados à medida do seu tempo, este conjunto extenso e intenso  apresenta, a toda a humanidade, uma vocação eminentemente universal que traduz, em todas  latitudes, a excepcionalidade do seu valor.

Universidade de Coimbra, Alta e Sofia

O bem integrado na Lista do Património Mundial da UNESCO desde junho de 2013 compreende, nos seus 117 hectares, um conjunto de edifícios cuja história está ou esteve intimamente associada à instituição académica, quer participando no processo de produção e divulgação de conhecimento, quer contribuindo para a disseminação da língua portuguesa no Mundo.

Distribuindo-se por quatro núcleos distintos – Colégios da Rua da Sofia; Pátio das Escolas; Edifícios Pombalinos; e complexo do Estado Novo-, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia é, pois, um conjunto arquitectónico notável, estando a sua história intimamente relacionada com as reformas nos campos ideológicos, pedagógicos e culturais -e portanto imateriais-, com correspondências diretas no património edificado.

Este Património da Humanidade desempenhou um papel único na constituição e unidade de outro património da humanidade: a língua portuguesa. Ao expandir a norma culta da língua e ao consagrar-se como importante oficina literária e centro difusor de novas ideias, a universalidade desta Universidade está bem viva no seu singular conjunto de atributos excecionais, cuja importância se estende para além do seu contexto nacional e abrange uma dimensão internacional.

Lugares Património Mundial do Centro de Portugal

Um renovado produto turístico para o Centro e para a Humanidade

A rede Lugares Património Mundial do Centro aqui revelada pretende fazer, pela primeira vez na Região Centro, aquilo que o futuro exige de nós: mapear e coser uma rede entre os sítios Património da Humanidade da UNESCO da Região Centro, baseada num conceito comum e agregador, que complementa a oferta turística e gera um produto turístico mais atrativo, qualificando a experiência dos visitantes. Uma rede jamais fechada em si, e antes aberta a toda a região, na sua ampla diversidade, procurando envolver as comunidades que os vivificam, tanto as dos vizinhos como as que, vindas do outro lado do mundo, os visitam, através de ações e atividades estruturadas, de qualidade e organizadas em rede.

Estes quatro Lugares Património Mundial do Centro representam uma parte fundamental e revelante da memória histórica de Portugal, merecendo por isso que se inscrevam definitivamente no mapa das experiências de cada um fora de si e assim, conquistem um futuro desejado por todos todos e cada um dos dias do seu presente.

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