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Caminho Central de Santiago: da Sé de Lisboa à Galiza

Muitos são os Caminhos que vão dar… a Santiago de Compostela.

É impressionante o número de peregrinos que se sentem atraídos por percorrer estas rotas, conhecer novos trilhos, superar sacrifícios e chegar à Galiza inteiros de fé para se encontrarem com o túmulo do apóstolo de Jesus Cristo, São Tiago Maior, na Catedral de Santiago de Compostela.

De estilo românico, gótico e barroco, a Catedral onde culminam todos os Caminhos, está construída em formato de cruz latina, encanta à chegada e convida a entrar. Até lá, basta caminhar com espírito de gratidão, virado para si mesmo e para os restantes peregrinos que consigo caminham.

Uma experiência pela frente

O Caminho Central Português, que também é chamado o Caminho Principal, é o mais utilizado em Portugal. Começa na Sé de Lisboa e leva-o por colinas, planícies rurais, montanhas, por vezes junto ao rio ou por estradas de pouco tráfego. Entre subidas, descidas e ruas planas, atravessará aldeias, vilas e cidades habituadas a ver passar os peregrinos tranquilamente.

Consoante os desvios e pausas que queira fazer e o ritmo que imprimir à experiência, se vai a pé, a cavalo ou de bicicleta, poderá levar mais ou menos dias a percorrer o Caminho. Há quem o conclua num mês, há quem leve menos tempo.

Uma coisa é certa, a sensação de chegar à Catedral, é verdadeiramente única.

Lugares com referências jacobeias

Cada lugar do Caminho tem a sua identidade geográfica, histórica e cultural. Apesar de este poder ser percorrido por todos, incita a uma maior solidariedade e valorização do essencial da vida e há razões que o fazem passar por certos lugares.

Por dia é habitual percorrerem-se de 20 a 30 km, distância esta condicionada pela existência de albergues ou alojamentos similares. À beira do Tejo, de Lisboa a Alhandra, desta à Azambuja e depois a Santarém. Este é o percurso que os peregrinos de Fátima que também o percorrem identificam como “Caminho do Tejo”. É aqui em Santarém que se separam, uns dirigem-se para Fátima, os outros, passando pela Golegã seguem para Tomar, a cidade dos Templários, seguindo o caminho medieval.

Percorrendo etapas de pouco mais de 20km, caminhando calmamente pela natureza, aproveitando para usufruir de momentos que propiciam a paz interior, aproveite para trocar experiências com gente de todo o mundo, nos momentos de convívio nos albergues de peregrinos.

O peregrino entra em contacto com o Centro de Portugal, no município de Vila Nova da Barquinha, passando pela igreja da Atalaia com o seu magnífico portal, seguindo em direção a Tomar pelo território de Ferreira do Zêzere.

De Tomar, continua para Coimbra, passando por Alvaiázere, Ansião e Rabaçal, no município de Penela, e ainda cruza as ruínas romanas de Conímbriga, em Condeixa, seguindo para Coimbra.

Na célebre cidade dos estudantes, visite o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, onde se encontra o túmulo da também peregrina Rainha Santa Isabel (séc. XIV), sepultada com três símbolos do peregrino de Santiago: a vieira, a cruz e o bordão.

Mais a norte passará pelos municípios da Mealhada, Anadia, Águeda e Albergaria-a-Velha, se despedir do Centro de Portugal e continuar rumo à Galiza.

Dos preparativos à chegada

Esta viagem pode começar muito antes do dia da partida. Se quiser preparar-se bem, treine a sua resistência física, organize as refeições, reserve um bom calçado que não esteja por estrear, para evitar causar bolhas que impossibilitam uma caminhada confortável), leve roupa adequada à estação do ano e previsão meteorológica, um guia e uma imensa vontade de estar consigo mesmo, de se cruzar com outras pessoas de todo o mundo e de ser recebido e albergado em casas que lhe abrem as portas, por vezes pedindo apenas um donativo que ajude na manutenção das instalações.

Necessita da credencial do peregrino, o passaporte que o identifica e lhe dá acesso aos albergues, desconto nas pousadas de juventude do Caminho e lhe dá direito a pedir o documento de conclusão do caminho (a “Compostela”), caso efetue a peregrinação com sentido cristão ou espiritual. Além disso, será sempre bom recordar esta peregrinação, revisitando cada carimbo que recebeu ao longo do caminho. Obtenha-a na Sé de Lisboa ou na do Porto, ou junto das entidades reconhecidas pela Oficina do Peregrino, como é o caso da Associação de Peregrinos Via Lusitana ou a Associação Espaço Jacobeus.

Como um verdadeiro peregrino meta-se ao Caminho sem entraves, confiando que nada lhe faltará. Basta seguir as setas amarelas ou as vieiras amarelas sobre fundo azul e vai com certeza chegar ao destino facilmente.

Desde o século XII que os portugueses caminham até Santiago. Alguns afirmam que esta peregrinação, seja religiosa, espiritual ou de encontro consigo mesmo, os transforma e funciona como uma terapia física, mental e espiritual.

Vamos partir. Venha connosco, atravessaremos o Centro juntos.

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