Património/Serra da Estrela/Covilhã

Covilhã, uma cidade serrana muito especial

Na encosta sul da Serra da Estrela, a Covilhã abre caminho para chegar aos 1.993 metros de altitude da Torre, o topo da serra mais alta de Portugal Continental.

Chegar à Covilhã traduz-se em, pelo menos, seis vantagens: conhecer a indústria dos lanifícios e o património judaico de grande valor deixado na região, vestir um casaco de lã fabricado aqui mesmo, respirar fundo o bom ar da Serra, aproveitar as águas termais e praticar atividades ao ar livre, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela.

Terra transfronteiriça e das lãs

A Covilhã foi a região da Beira Interior mais afamada pela sua produção de tecidos. Aqui passava a Estrada da Lã, por onde almocreves levavam lãs de Espanha até Tomar. Após a Reconquista, várias pessoas se instalaram na região, nomeadamente judeus que abriram o leque de contactos comerciais, fomentando o artesanato e a indústria dos lanifícios, muito afamada no século XVI.

No tempo de Marquês de Pombal (1764), esta indústria foi reforçada com a instalação da Real Fábrica de Panos, junto à Ribeira da Degoldra (uma das que desce da Serra), onde os seus teares, tintureiras e tecedeiras trabalhavam horas a fio, enriquecendo a história desta terra transfronteiriça até aos nossos dias.

Visitar o MUSLAN, o Museu da Lã da Universidade da Beira Interior, é conhecer o passado mais vincado desta região, através da sua indústria mais antiga, inicialmente funcionando como escape e complemento às fontes de rendimento habituais (agricultura, pesca nos ribeiros, lenhas), mas gradualmente aumentando a sua qualidade e expressão além-cidade. Assista a conferências e a exposições temporárias, sem deixar escapar os apontamentos sobre a história, património e achados arqueológicos locais.

Passeie também pela ponte pedonal sobre a ribeira da Carpinteira (a outra que desce da Serra), a 52 m de altura; suba no funicular de Santo André para aceder gratuitamente à zona antiga da cidade, nomeadamente às muralhas e suas bonitas Portas e fique a conhecer a história de algumas pessoas ilustres da Covilhã que contribuíram para o avanço do país e melhor conhecimento do mundo, através das Descobertas Marítimas.

Os ares, as águas e os sabores da Serra

Quando procurar o seu momento wellness, de bem-estar, terapêutico ou de prevenção, visite as Termas de Unhais da Serra. Abertas de 1 de Março a 30 de Novembro, estão integradas numa unidade hoteleira e são consideradas o primeiro Mountain Spa do país. Chamam-se Aquadome. Experimente sentir-se revitalizado.

E por falar em experiências, a que lhe sabe o ar da Serra?

A um voo de parapente para avistar de cima as lagoas e amplos rochedos? À frescura de uma pescaria na Lagoa do Viriato ou de uma aula de esqui a partir da Torre, enquanto cai a neve nas Penhas da Saúde, ou apetece-lhe mais aquela noite tranquila e aconchegante junto à lareira, com vista para as montanhas? As temperaturas médias da Covilhã variam entre os 6º e os 22º, nos meses mais frios e mais quentes, respetivamente, janeiro e agosto.

À mesa, os queijos não podem faltar. O presunto também não. Nem a broa de milho. E a acompanhar, os azeites e vinhos da região. Porque tudo faz parte da tradição.

Para prato principal, opte pelas migas ou pelo pastel de molho, pela dobrada ou as infindáveis opções dos menus. Para sobremesa, que tal o doce de marmelo, as cavacas de Pinhel ou as tigeladas da Beira? A cereja, a maçã de bravo esmolfe ou o pêssego são opções locais também gulosas mas mais saudáveis.

Se D. Luís I atribuiu à Covilhã o título de cidade em 1870, nós atribuímos-lhe a certeza de que continuará bonita e bem conservada em qualquer altura do ano.

É sempre bem-vindo ao Centro.

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