“O Plano de Recuperação e Resiliência Português contem, só no pilar da Resiliência, 7,2 mil milhões de euros distribuídos pelos grupos das Vulnerabilidades Sociais, inclui a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, de Cuidados Paliativos, equipamentos para hospitais, mas também a reestruturação e crescimento do parque de habitação social, a nova geração de equipamentos e respostas sociais, além de programas para eliminar “bolsas de pobreza” em áreas metropolitanas no valor de 3.200 milhões de euros.

Para o Potencial Produtivo, prevê investimento e inovação com qualificações profissionais, mas também a capitalização de empresas e resiliência financeira/ Banco de Fomento com cerca de 2.500 milhões de euros.

Para a Competitividade e Coesão Territorial, prevê o envolvimento do cadastro do território, os meios aéreos para incêndios rurais, mas também o Plano de eficiência hídrica do Algarve, além da Barragem do Pisão com cerca de 1.500 milhões de euros.

Para a Transição Climática, cerca de 2.7 mil milhões de euros.

Para a Mobilidade sustentável, com 975 milhões de euros, contempla a utilização de verbas comunitárias para as linhas de comboio ligeiro e “bus rapid transit” a renovação do material circulante dos suburbanos e regionais, bem como a descarbonização dos transportes públicos rodoviários.

Para a Descarbonização e Economia Circular, inclui o programa de apoio á descarbonização e aumento da eficiência energética das empresas, mas também a estratégia de bio resíduos.

Para a Eficiência Energética e Renováveis, o governo prevê utilizar verbas ao abrigo do Programa de apoio à eficiência energética de edifícios, mas também contempla a Estratégia Nacional para o Hidrogénio e Gases renováveis com cerca de 800 milhões e euros.

Para a Transição Digital, 3 mil milhões de euros.

Na Escola Digital, o Governo quer utilizar parte das verbas recebidas a fundo perdido na digitalização das escolas, seja através de equipamentos ou infraestruturas, recursos educativos e humanos na ordem dos 700 milhões de euros.

Para as Empresas 4.0, prevê  o apoio à transição digital das empresas, nomeadamente o e-commerce, mas também a capacitação de empresas e dos trabalhadores para a digitalização, com cerca de 500 milhões de euros.

A Administração Pública, concentra a maior parte dos recursos nos serviços públicos e inclui a capacitação digital da Justiça, o Portal único de Serviços públicos, a capacitação e qualificação da Administração Pública, e também prevê a gestão do património online e a cibersegurança com cerca de 1.800 milhões de euros.

Daqui se conclui que, a expectável injeção de dinheiro desta grandeza, vai ter impactos positivos de curto prazo no nosso produto mas, se o país não fizer reformas estruturais, podemos correr o risco enorme de se esbater a curto prazo. Não podemos, por isso, falhar agora!”

por Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, in Publituris.