A Turismo Centro de Portugal apresentou, no dia 21 de setembro, no Forte de São Miguel Arcanjo, na Nazaré, a nova campanha: “Centro de Portugal. Desapareça um bocadinho.”

O lançamento aconteceu no âmbito de uma conferência de imprensa dedicada às novas formas de descobrir o Centro de Portugal, que marcou também a estreia de “100 Destino”, a nova série que convida a percorrer e descobrir os 100 municípios da região.

Num cenário particularmente simbólico, com o Atlântico como pano de fundo, foram apresentados dois projetos que traduzem uma renovada aposta na promoção do território e das experiências que nele podem ser vividas, através de formatos contemporâneos e pensados para aproximar o Centro de Portugal de diferentes públicos.

Num mundo onde estamos permanentemente ligados, disponíveis e com pressa, a nova campanha da Turismo Centro de Portugal lança um convite simples: desaparecer um bocadinho.

Não para fugir. Mas para parar, respirar e voltar a dar atenção ao que realmente importa.

Desaparecer para voltar a estar presente

Tradicionalmente, comunicar turismo passou, em grande medida, por mostrar lugares.
Paisagens bonitas. Monumentos. Gastronomia. Natureza. Praias. Aldeias. Pessoas felizes a olhar para o horizonte.

Tudo verdadeiro. Tudo importante. Mas há mais para contar.
Porque ninguém viaja apenas para ver um lugar.

Viaja para sentir qualquer coisa.
Para estar com alguém.
Para voltar a conversar.
Para brincar com os filhos.
Para fazer algo pela primeira vez.
Para caminhar sem olhar para o relógio.
Para se sentar à mesa e ficar mais tempo do que estava previsto.
Para descobrir. Para respirar. Para rir. Para se surpreender.
Para regressar com qualquer coisa que não levava quando partiu.

É a partir desta ideia que nasce “Centro de Portugal. Desapareça um bocadinho.”
Porque, aqui, desaparecer não significa fugir. Significa voltar a aparecer onde realmente importa.

Desaparecer da pressa.
Das notificações.
Da agenda.
Da repetição dos dias.
Do ruído permanente que nos ocupa sem necessariamente nos preencher.

E reaparecer numa conversa, numa gargalhada, numa caminhada, num mergulho na História, num jantar em família, numa experiência partilhada, numa paisagem que nos obriga a parar.

A campanha parte de uma convicção simples: o verdadeiro valor de um destino não está apenas naquilo que tem. Está naquilo que consegue provocar em quem o visita.

É por isso que o Centro de Portugal não surge aqui como um catálogo de lugares.
Surge como um território onde podemos viver coisas.

A natureza deixa de ser apenas cenário e transforma-se em espaço de encontro.
O património deixa de ser apenas algo que observamos e passa a ser algo que nos acrescenta.
A gastronomia deixa de ser apenas produto e transforma-se em mesa, conversa e hospitalidade.
O vinho deixa de começar no copo e passa a começar na terra, nas mãos e nas pessoas.
O mar não existe apenas no verão.
A montanha não existe apenas para ser fotografada.
Um percurso não serve apenas para chegar ao fim.
E uma viagem não tem obrigatoriamente de nos levar mais longe para nos levar a algum lado.

Pequenos momentos que ficam na memória

Esta é também uma campanha sobre memória.

Sobre uma verdade profundamente humana: aquilo de que nos lembramos melhor raramente são os dias em que tudo aconteceu exatamente como estava previsto.

Lembramo-nos da folha que alguém atirou primeiro.
Da conversa que apareceu a meio do caminho.
Da vez em que os filhos ainda acreditavam que um castelo podia esconder um reino.
Do pão que alguém nos cortou antes sequer de perguntar o nosso nome.
De remar lado a lado.
Do frio lá fora e do calor cá dentro.
De um brinde depois de uma vindima.
De uma praia quase vazia no inverno.

Pequenas coisas.
Mas são precisamente essas pequenas coisas que, anos depois, continuam grandes dentro de nós.

Um território, muitas formas de desaparecer

A campanha percorre diferentes dimensões da oferta turística do Centro de Portugal — da natureza ao património e à cultura, passando pelo turismo ativo e náutico, enoturismo, gastronomia, espiritualidade, costa, montanha, cycling, walking e experiências de inverno, sem as apresentar como realidades isoladas.

Cada uma é apresentada a partir daquilo que permite viver e sentir.

Mais do que apresentar uma canoa, a campanha mostra o tempo partilhado entre um pai e uma filha.
Mais do que apresentar um trilho, revela a possibilidade de uma família se deixar envolver pelo outono.
Mais do que mostrar uma mesa, celebra aquilo que acontece quando voltamos a sentar-nos todos à sua volta.

O território está sempre presente.
Mas a experiência humana é o protagonista.

Um filme. Uma ação. Uma emoção.

É essa escolha que estrutura todos os filmes da campanha.

Sem acumular argumentos.
Sem tentar mostrar tudo.
Sem transformar quinze segundos numa lista de atrações.
Cada filme captura um único momento e deixa-o respirar.

Um casal desliza sobre a Ria.
Uma família descobre um castelo.
Um avô pedala com a neta.
Amigos vindimam juntos.
Um casal atravessa uma praia de inverno.
Uma família brinca entre as faias.
Alguém encontra silêncio em Fátima.

Até que, no auge desse instante, as pessoas desaparecem.

Ficam as roupas.
Fica o lugar.

E fica a sensação de que, durante aqueles segundos, deixaram verdadeiramente de estar em todo o resto.

Uma metáfora visual simples e transversal à campanha, que traduz o seu conceito central: desaparecer um bocadinho pode ser uma das melhores formas de voltar a sentir muito.

Uma nova forma de falar de turismo

“Centro de Portugal. Desapareça um bocadinho.” traduz também uma nova forma de pensar e comunicar o turismo, num contexto em que os destinos são desafiados a ir além da promoção dos seus recursos e a criar ligações cada vez mais significativas com quem os visita.

Mais do que mostrar paisagens, património, gastronomia ou natureza, a campanha procura revelar aquilo que cada experiência pode despertar. Porque os destinos não precisam apenas de ser vistos: precisam de ser sentidos, vividos e capazes de ocupar um lugar na memória de quem os escolhe.

É precisamente aí que reside a força do Centro de Portugal: na diversidade e autenticidade do território, na proximidade entre experiências profundamente diferentes, no património vivido, na natureza que continua a surpreender, na gastronomia ligada à terra e às pessoas e, sobretudo, na possibilidade de encontrar espaço e tempo para parar, descobrir e estar verdadeiramente presente.

A nova campanha pretende, assim, ir além do convite à visita. Procura criar uma ligação emocional ao Centro de Portugal, dando a quem o visita não apenas razões para o escolher, mas também razões para regressar.

É uma visão do turismo que valoriza a relação entre quem visita e quem recebe, que transforma os recursos do território em experiências e as experiências em memórias, contribuindo para um destino mais próximo, autêntico e capaz de permanecer muito para além da viagem.

Porque, no final, viajar pode ser também isso: sair durante uns dias para regressar com mais qualquer coisa dentro de nós.

Há muitas formas de desaparecer um bocadinho

Porque desaparecer um bocadinho pode significar coisas diferentes.

Pode ser trocar o ruído pela tranquilidade de uma floresta. Caminhar por um trilho ou por um passadiço. Pedalar numa ecopista. Descobrir uma Aldeia Histórica ou uma Aldeia do Xisto. Sentir a energia de uma cidade, encontrar silêncio no Santuário de Fátima ou deixar-se surpreender pela paisagem das Berlengas.

Pode ser desaparecer junto à água, numa estação náutica ou na Ria de Aveiro. Sentir o inverno junto ao mar ou encontrar a neve. E também pode ser algo tão simples e tão nosso como sentar-se à mesa ou brindar com um vinho do Centro.

É precisamente essa diversidade de experiências que ganha vida nos vários filmes da campanha “Centro de Portugal. Desapareça um bocadinho”.

DESPAREÇA UM BOCADINHO… NA NATUREZA

Um dia deixam de pedir colo.
Mas ainda vão pedir para voltar aqui.
Dê-lhes um dia que fique com eles.
Desapareça um bocadinho

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUM PASSADIÇO DO CENTRO

Há conversas que precisam de mais caminho
e menos cobertura de rede.
Caminhem até sobrar só o que interessa.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUMA ESTAÇÃO NÁUTICA

Há dias que passam
E há dias que ficam a remar connosco para sempre.
Troque a terra firme por uma memória a dois.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NA RIA DE AVEIRO

Há dias em que não é preciso chegar a lado nenhum.
Basta deixar a água levar o resto.
Flutuem por aí. Guardem o dia.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUMA ALDEIA DO XISTO

O património diz-lhes que aquilo é História.
A imaginação deles vai discordar.
Ainda bem.
Entre num lugar antigo. Saia com uma memória nova
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUMA FLORESTA NO CENTRO

Não é preciso desligar do mundo.
Basta encontrar um sítio onde ele deixe de fazer tanta falta.
Troque ruído por natureza.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUMA CIDADE DO CENTRO

Há lugares onde a História não ficou para trás.
Continua a acontecer à nossa frente.
Entre na cultura. Saia com mais mundo.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NO PATRIMÓNIO DO CENTRO

Há dois mil anos alguém caminhou por aqui
sem imaginar que um dia viria você.
Agora é a sua vez.
Atravesse séculos sem sair do caminho.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUMA MESA DO CENTRO

Há famílias que marcam jantar.
E há jantares que voltam a juntar uma família.
Ponha todos à mesma mesa.
O resto serve-se sozinho.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Nem todas as viagens nos levam mais longe.
Algumas levam-nos mais fundo.
Encontre espaço para aquilo que não cabe no ruído.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NAS BERLENGAS

Às vezes é preciso atravessar o mar
para perceber quão pouco é preciso levar connosco.
Afaste-se do costume.
Aproxime-se do inesquecível.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUMA ECOPISTA NO CENTRO

As gerações nem sempre pedalam à mesma velocidade.
É por isso que sabe tão bem quando seguem juntas.
Some quilómetros àquilo que já vos une.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… COM UM VINHO DO CENTRO

Há vinhos que sabem a fruta.
Outros sabem ao dia inteiro.
Às mãos sujas. Às gargalhadas. Ao brinde.
Não prove só o vinho. Viva tudo o que vem antes.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUMA PRAIA DO CENTRO NO INVERNO

No verão, toda a gente quer um pedaço da praia.
No inverno, ela pode ser quase toda sua.
Leve um casaco. Deixe o resto para trás.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NA NEVE

Quanto mais frio lá fora,
melhor desculpa para ficar mais perto cá dentro.
Suba à montanha.
Aqueça uma memória.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUMA ALDEIA DO XISTO

Há lugares onde perguntam se tem reserva.
E há outros onde lhe cortam pão antes de perguntar o nome.
Sente-se onde ainda se recebe assim.
Leve consigo mais do que trouxe.
Desapareça um bocadinho.

DESAPAREÇA UM BOCADINHO… NUM TRILHO DO CENTRO

O plano era fazer um percurso.
O Outono tinha ideias melhores.
Entrem na natureza com a família.
O resto atira-se ao ar.
Desapareça um bocadinho.

Centro de Portugal. Desapareça um bocadinho.