No dia de hoje e no resto dos dias, as Mulheres do Centro de Portugal fazem a diferença na sociedade e contribuem para a promoção da nossa região de forma inigualável. São donas da sua própria história, determinadas, empreendedoras, audazes e, cada uma à sua maneira, uma grande inspiração para todos nós.

O Turismo Centro de Portugal deseja-lhe um Feliz Dia Internacional da Mulher! 

Adriana Rodrigues – Chefe de Núcleo Comunicação Imagem e Relações Públicas TCP 

“O Dia Internacional da Mulher é assinalado mundialmente para reconhecer a importância e contributo da mulher na sociedade, assim como recordar as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito, seja racial, sexual, político, cultural, linguístico ou económico.
Quisemos homenagear as mulheres que, diariamente, com o seu trabalho e dedicação ímpares, têm contribuído para posicionar o Centro de Portugal como um destino turístico cada vez mais diferenciador, impar e inclusivo.
Conheçam aqui alguns exemplos de
mulheres que nos inspiram com o seu trabalho, e nos fazem acreditar que é possível uma sociedade mais inclusiva e mais justa.
Quisemos conhecer o seu perfil, o seu trajeto, os seus principais desafios, obstáculos, alegrias e motivações. Aquilo que as fazem prosseguir e alcançar.
Para todas estas mulheres, deixamos o nosso mais profundo reconhecimento.
Seguimos juntas!” 

Dulcineia Catarina Moura- Coordenadora Executiva da Associação de Desenvolvimento Regional Territórios do Côa 

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Dulcineia Catarina Moura assume funções como Coordenadora Executiva da Associação de Desenvolvimento Regional Territórios do Côa e tem um papel fundamental para reforçar a identidade territorial desta região, assim como promover o turismo n’#umaregiaoqueinspira. 

“Ser mulher é assumir com uma responsabilidade redobrada a conciliação de várias realidades; é ser simples, única e complexa em simultâneo; é lutar contra estigmas, quebrando paradigmas; é vencer com alma e emoção cada batalha; é conquistar cada vitória com vaidade e recompensa; é continuar o legado de quem a gerou e é o amparo de cada ser que procriou. A Mulher é o CENTRO deste mundo!” 

Mariana Calaça Baptista – Alter Egos de Bordallo 

Mariana Calaça Baptista é uma empreendedora que em conjunto com Inês Fouto criou um projeto cultural inovador, um percurso teatralizado nas ruas das Caldas da Rainha, terra de Rafael Bordalo Pinheiro, inspiração para a criação dos Alter Egos de Bordallo, um de muitos projetos que tem. 

“Desafios e obstáculos: Manter a perseverança e a resiliência diárias nesta que é uma iniciativa de consultoria privada, e neste que é um ecossistema que requer estudo e criatividade e que implica uma permanente dedicação, empenho e paixão pelos territórios, ao nível da sua história passada e presente, tudo por um futuro mais sustentável. 
Oportunidades e alegrias: Compreender a dimensão do trabalho na perceção progressiva dos clientes e do impacto que as narrativas implicam na vida do quotidiano dos munícipes e das instituições. A maior alegria é a notoriedade do projeto e a procura por parte das instituições no trabalho das equipas das quais faço parte.”   

Joana Travessas – Casa das Palmeiras 

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Joana Travessas era engenheira ambiental e trocou a vida na cidade por uma vida no campo, em  Gandufe, rodeada de animais e onde criou o seu negócio de turismo rural A Casa do Eterno Regresso, que cuida com bastante afinco numa atitude bastante empreendedora, por ser um projeto pessoal ao qual se dedicou e onde deseja que seja “um lugar a regressar”. 

“Desde 2012 que assumi de alma e coração a gestão da quinta do meu bisavô transformando-a num turismo rural onde se respira sustentabilidade. 
Um desafio que superou as minhas expectativas, a nível pessoal e profissional, e me mostrou que a capacidade de resistência perante as adversidades são sinónimo da concretização dos objectivos que fazem da Casa das Palmeiras um lugar a regressar e onde experiências únicas acontecem!” 

Marisa Maganinho – Euvoo 

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Marisa Maganinho é CEO da Euvoo, uma agência de viagens em Coimbra que promove essencialmente o turismo acessível para pessoas com necessidades de acessibilidade: surdez, cegueira e mobilidade reduzida. Com o apoio do seu marido André, contribui para quebrar barreiras e dar a oportunidade de todos viajarem sem limites.  

“Nascer Mulher é por si só um desafio imenso… e se olharmos para toda a exigência e responsabilidade que a nossa sociedade nos impõe ainda se torna um desafio maior.  Ainda assim, ser Mulher para mim é mostrar o verdadeiro valor natural que temos e todo aquele que adquirimos do nosso esforço, vontade e mérito próprio ! É mostrar que somos mais que um papel importante na família mas sim que podemos ser o que queremos, como queremos, onde queremos.
Eu escolhi ser Mulher no Centro, e mostrar que a voz de uma mulher também se faz ouvir, ver, e acima de tudo sentir!  Sou grata por ser Mulher, Mãe, Esposa, Empreendedora, Sonhadora, Ambiciosa, Feliz e Realizada ! Ainda assim, é sempre possível sermos mais, termos mais darmos mais ! E é nessa estrada sem fim  que sou FELIZ ! “

Célia Gonçalves – Coordenadora Técnica da Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha 

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Célia Gonçalves é coordenadora técnica da ADIRAM e responsável pela dinamização de um conjunto de 41 aldeias com características singulares. Tem contribuído para promover o conhecimento das grandes potencialidades culturais e vivências desta região. 

“Ser Mulher no Centro de Portugal e ter a oportunidade de trabalhar num projeto como o das Aldeias de Montanha é sentir carinho no seu estado mais puro. É ter o privilégio de co criar em colaboração com as comunidades e agentes locais e fazer acontecer! Literalmente. 
Ser Mulher no Centro de Portugal é perceber que os lugares e as memórias das Aldeias de Montanha têm mesmo que ser resgatados e partilhados. E o grande desafio é fazê-lo de forma criativa, inovadora, acrescentando valor capaz de transformar estas Aldeias e o território mais competitivo, sem perder a sua AUTENTICIDADE E GENUÍDADE. 
Ser Mulher no Centro de Portugal é ter o privilégio de trabalhar com homens e mulheres que se envolvem de alma e coração com um objetivo maior, afirmar a grandiosidade desta Montanha, a Serra da Estrela no Centro de Portugal.

Célia Marques- Presidente da Câmara de Alvaiázere 

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Célia Marques é Presidente da Câmara de Alvaiázere, Capital do Chícaro e “terra de maravilhas” a descobrir. Todos os anos este concelho promovia a conhecida “Feira dos Produtos da Terra” sendo por isso, impulsionadora dos produtos endógenos daquela região. 

“Ser mulher autarca é mostrar diariamente que a capacidade de trabalho, a dedicação e amor à causa pública é a mesma, independentemente da identidade de género, e que o mérito do trabalho se deve exclusivamente à dedicação e motivação de quem exerce o cargo. 
É testemunhar que as mulheres acrescentam valor à política e ilustrar que é possível gerir a agenda política em equilíbrio com a agenda pessoal e familiar, tendo como suporte a família. E, de forma genuína, acreditar que estamos a contribuir para uma mudança na estrutura social num futuro próximo.” 

Isabel Martins – Artesã de Bracejo 

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Isabel Martins é mestre artesã da arte do Bracejo, tem uma história de vida peculiar e é considerada uma embaixadora cultural do Sabugal e mais em concreto da sua terra, Malcata. Já recebeu inúmeros prémios quer em Portugal, quer no estrangeiro, o que significa que tem contribuído para dar a conhecer esta arte sabugalense “aos quatro cantos do mundo”. 

Muda de vida 
Se tu não vives satisfeito 
Muda de vida 
Estás sempre a tempo de mudar 
Muda de vida 
Não deves viver contrafeito 
Muda de vida 
Se há vida em ti a latejar…” (António Variações) 

E porque há muita vida em mim a latejar…mudei de rumo e tornei-me artesã na arte do bracejo. Um desafio na minha vida aos 55 anos, vim da cidade para a minha aldeia – Malcata, à procura de novas alegrias e oportunidades. 
Apesar dos obstáculos de uma vinda desejada, mas não planeada o futuro reservava-me o que desejava sem saber – a arte do bracejo, que desconhecia até então, revelou-se o meu trajeto de sucesso, com a criação do meu próprio negócio – a BRACE’ARTE. Trabalho este material endógeno para construir peças que me proporcionam muito orgulho, a sua conceção e criação a partir da minha experiência e criatividade são desafiantes. 
Para quem afirma que o interior centro não tem oportunidades revelo o meu exemplo: é aqui que trabalho, criando as minhas obras, fazendo o que me dá real gosto, num ambiente relaxante, onde a vida não passa a correr e onde todos os dias há tanto para ver e sentir.” 

Olga Cavaleiro- Presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas 

Olga Cavaleiro assume a Presidência da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas e tem um papel fundamental na preservação do património cultural, através do incentivo a produtos nacionais tradicionais e ao turismo local. 

“Liderar é “ser candeia que vai à frente” apontando caminhos, nem sempre óbvios, nem sempre aceites. É ter a confiança para sugerir a mudança como algo que se entranha e não se estranha. No feminino ou no masculino, implica razoabilidade, confiança, maturidade e empatia. Só a noção de tempo difere.
O tempo escasseia para uma mulher pela quantidade de tarefas, por isso, o seu sentido prático leva-a a reduzir o tempo de discussões inúteis onde a retórica camufla a ação. À mulher é exigido tempo para tudo, ser profissional, ser dirigente, ser mãe, ser filha, ser mulher. À mulher é ditado um tempo de ação nem sempre coincidente com o tempo que lhe vai no pensamento.
Não é, por isso, fácil liderar no feminino.
Mas, as mulheres da minha vida, a minha mãe, as minhas avós e bisavós, são a minha inspiração para que a minha liderança seja, simultaneamente, ação determinada e colo sempre que necessário. “

Isabel Damasceno – Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro 

Isabel Damasceno, Presidente da CCDR Centro é um rosto de liderança, pois, é quem coordena e promove a inovação e a coesão dos serviços desconcentrados, reforça a competitividade, através da valorização dos recursos da região Centro. 

“As funções que exerço como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) são de grande responsabilidade e com enormes desafios, mas é uma grande honra para mim estar à frente desta organização, desde logo pelas competências excecionais que aqui existem, mas também pela qualidade dos atores da região. A minha missão é conseguir com eles, todos e a uma só voz, defender e promover a unidade e o desenvolvimento da região Centro. 
Ao longo da minha vida e nas várias funções que desempenhei, nunca senti qualquer diferenciação por ser mulher. É na capacidade, na entrega, na responsabilidade e na competência que se avalia a forma como as funções são desempenhadas.”

Fernanda Asseiceira – Presidente da Câmara de Alcanena 

Fernanda Asseiceira é Presidente da Câmara de Alcanena, concelho que se caracteriza pela atividade industrial de curtumes. É também considerada a capital da pele e, por isso, um importante impulsionador da economia local e regional. 

“ Ser Mulher exige uma afirmação em permanência, de forma acrescida com o sentido de responsabilidade que é, ser Presidente de Câmara. São desafios e decisões diárias e com plena consciência da nossa vivência numa sociedade que ainda continua a exigir mais às Mulheres, nas suas habilitações, nas suas competências, nas suas atitudes… . 
Contudo, vale a pena ser Mulher, pois fazemos parte de um percurso em que já muito se construiu e por isso o valorizamos e em que ainda muito há para construir, e daí a importância do nosso contributo para uma Sociedade mais igual e mais justa! “ 

Paula Carloto de Castro – Fenómenos do Entroncamento 

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Paula Carloto de Castro é responsável pela criação da marca “Fenómenos do Entroncamento”. Na Casa Carloto comercializa inúmeros artigos relativos à terra famosa pelos fenómenos estranhos, o Entroncamento. Nas suas veias fluem dois desígnios: transformar este património imaterial numa marca nacional e criar o Hotel dos Fenómenos nos jardins da sua casa. 

“Não ignoro a discriminação de género, mas supero-a todos os dias pela diferença de atitude. Independentemente dos conceitos e preconceitos, tento fazer a diferença correndo riscos, sem medo, e acreditando que o sucesso se consegue com muito trabalho e persistência.
Sou, sobretudo, integralmente verdadeira comigo própria e com os outros e, quando a liderança se exige, ouço a razão mas nunca esqueço o coração, porque só este agrega boas vontades e valoriza genuinamente as ajudas que recebemos. Foi assim que cumpri o desafio de relançar a marca dos Fenómenos do Entroncamento, no Centro de Portugal. E também é com estes critérios que percorro a minha vida, seja na intervenção política e social ou no relacionamento com amigos e com a família. Estou grata à vida por tudo o que me tem apresentado e, também, por ter nascido mulher. ” 

Odete Paiva- Diretora do Museu Nacional Grão Vasco 

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Odete Paiva é Diretora do Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu e dona de um saber e cultura histórica transversal. Nos últimos anos, tem reunido esforços no sentido de internacionalizar a coleção permanente do Museu, que é um dos elementos-chave impulsionador do turismo na região. 

“As mulheres, durante séculos, serviram de espelho aos homens por possuírem o poder mágico e delicioso de refletirem uma imagem do homem duas vezes maior que o natural” (Virginia Woolf, 1883-1941). 
A secular persistência da discriminação de género fragilizou e condicionou as mulheres em todas as suas dimensões. 
O desafio da sociedade contemporânea é que as mulheres possam libertar-se, e nessa liberdade deixem de ser reflexo e passem a ser ação e determinação.” 

Helena Teodósio – Presidente da Câmara de Cantanhede 

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Helena Teodósio integra várias associações e organismos e é presidente da Câmara de Cantanhede, concelho bastante atrativo, não só pela sua atividade cultural e artística, sendo a EXPOFACIC considerada a festividade portuguesa mais notável, mas também pela famosa região da Bairrada .

“O Dia Internacional da Mulher é uma efeméride que continua a fazer sentido celebrar, assinalando o respeito devido à condição feminina e a tudo o que ela representa. 
Quando digo respeito refiro-me ao reconhecimento dos direitos das mulheres nas diferentes facetas das suas vidas, sempre à luz do princípio da dignificação do estatuto e do papel social de todas as pessoas, independentemente do género ou de quaisquer outros fatores que ainda são pretexto para situações de discriminação. 

Talvez seja útil lembrar que só há relativamente pouco tempo o processo de emancipação das mulheres atingiu uma expressão que o tornou irreversível. Na verdade, boa parte dos avanços registados a esse nível são fruto da adoção de legislação específica, legislação que felizmente tem de algum modo influenciado a mudança de mentalidades relativamente a uma questão da mais elementar justiça. 
Sendo certo que houve uma grande evolução no sentido de a diferença de género ser um detalhe negligenciável nos diferentes contextos em que mulheres e homens se procuram afirmar social ou profissionalmente, a verdade é que esse desígnio não foi ainda alcançado como seria desejável, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas, enquanto noutras subsiste uma intolerável dualidade sobre os respetivos direitos. 
É isso que justifica este testemunho a propósito do Dia Internacional da Mulher, para fazer notar que há bastante a fazer nessa exigente tarefa coletiva de construirmos uma sociedade mais justa e socialmente mais coesa, uma sociedade onde não haja discriminações ou exclusões de qualquer ordem.”
 


E pela primeira vez na história dos concursos TCP, o júri é inteiramente constituído por mulheres:

6ª edição do Prémio José Manuel Alves – Concurso de Empreendedorismo Turístico
. Ana Garcia (Accessible Portugal)
. Patrícia Araújo (Biosphere Portugal)
. Cristina Salsinha (Turismo de Portugal)

5ª edição do Concurso de Teses Académicas
. Neusa Magalhães (CCDRC)
. Regina Pinto (Coimbra Mais Futuro)
. Ana Isabel Melo (ISCAA)