Venha à descoberta de quatro dos geoparques que a UNESCO distinguiu e integrou na sua Rede Mundial!

São territórios únicos que possuem locais de elevada relevância geológica, onde vai descobrir paisagens deslumbrantes, e atividades divertidas e relaxantes no Centro de Portugal.

Conviva em família, com amigos, com os habitantes locais e desvende as tradições e costumes de cada aldeia. Passeie na natureza, respirando o ar puro e a frescura dos rios e ribeiros.

Estrela Geopark, Naturtejo, Geoparque Oeste e Arouca Geopark – todos eles locais imperdíveis!

Todos estes territórios têm características muito diferentes, mas em comum têm a preocupação com a conservação e proteção dos valores naturais e culturais, bem como promoção do desenvolvimento sustentável envolvendo as comunidades locais.

Estrela Geopark

História:

A serra da Estrela é a Montanha de Portugal e por isso possui um conjunto de características que lhe conferem inúmeras potencialidades. Tendo em conta estes fatores, o trabalho de candidatura deste território a Geopark Mundial da UNESCO foi iniciado em 2015, procurando demonstrar o valor patrimonial da Estrela. Durante o ano de 2017, foi entregue o dossiê onde consta toda a informação relevante e justificativa para a atribuição desta chancela. O processo de candidatura culminou com a visita dos avaliadores da UNESCO em julho de 2018, tendo a aprovação por parte da UNESCO em julho de 2020.

Contextualização histórica do território:

Ao longo da história de ocupação humana confere a este território um inestimável valor cultural. Historicamente ligada às características geomorfológicas e climatológicas da Estrela, a atividade humana moldou a paisagem, criando um mosaico cultural identitário. A ocupação humana possui na Estrela registos desde os 7 mil anos BP (antes do presente), no sopé da montanha, tendo-se posteriormente expandido até altitudes superiores. Os vestígios arqueológicos mais antigos datam do Neolítico tardio e do Calcolítico. No entanto, a maioria dos vestígios são caracterizados pela presença de estruturas megalíticas, havendo desta época alguns registos de movimentos transumantes. A história da relação entre as comunidades e a Montanha é o legado ancestral comum que resultou na forte identidade da população da Estrela, secularmente ligada à pastorícia.

Esta montanha seria ocupada sazonalmente, durante o Verão e inícios do Outono, por uma população pastoril, podendo eventualmente praticar uma cerealicultura incipiente, ou a farinação de frutos selvagens, como a bolota. Os diversos achados arqueológicos confirmam as conclusões obtidas nos perfis polínicos obtidos nas turfeiras de altitude da serra da Estrela, que indicam uma primeira degradação do coberto vegetal nos finais do Neolítico.

Os mais antigos vestígios da ocupação na região parecem corresponder ao início do fenómeno megalítico, no que poderíamos considerar um Neolítico Médio/Final. Os monumentos megalíticos eram sepulturas coletivas, construídas com grandes monólitos de pedra (esteios), com os quais se constituíam câmaras simples ou com um corredor anexo. (Exemplos: Anta de Rio Torto, Orca de Cortiçô, Dólmen de Matança, entre tantos outros).

O período Calcolítico caracteriza-se por uma intensificação das relações sociais e económicas, pelo crescimento e desenvolvimento de contactos a longa distância, por novas atitudes face à prática do poder traduzidas em sociedades em estado embrionário de diferenciação e hierarquização social. Estas novas sociedades, cujo grau de complexidade pode ser bastante variado, eram portadoras de uma utensilagem material e tecnológica mais evoluída. Contudo, de uma maneira geral, os povoados assumem um papel mais central na vida material e espiritual daquelas populações.

A Idade do Bronze caracterizou-se, globalmente, pela afirmação de unidades sociais e políticas, ligadas a um território, com uma organização interna centralizada, onde o poder se concentra numa elite e é perpetuado através da hereditariedade. Esta nova realidade traduz-se globalmente na adoção de novas formas de atitude para com os mortos, novas utensilagens (formas cerâmicas inovadoras e novas técnicas metalúrgicas, com a produção de objetos em cobre e bronze), desenvolvimento da atividade artístico-simbólica, novas estratégias de povoamento, etc. (exemplo: Fraga da Pena).

Este território foi ocupado por diversos povos, tendo sido progressivamente romanizado, observando-se ainda hoje vestígios da importante estrada que ligaria a Guarda a Idanha-a-Velha, e seguia até Viseu, atravessando o território. Esta estrada terá tido um papel particularmente relevante na organização do povoamento rural durante o período Romano. A ocupação romana manter-se-ia até ao início do século V, altura em que Suevos, Vândalos e Alanos se instalam, pondo fim ao domínio Romano.

A Estrela é mais do que apenas uma Montanha, a sua geodiversidade, o clima, a configuração geográfica e biogeográfica, e a profunda relação com o povoamento humano, originaram mosaicos de ecossistemas complexos seminaturais, e um notável património cultural, tradições, produtos gastronómicos endógenos e modos de vida adaptados à Montanha, que são os alicerces de uma abrangente estratégia de desenvolvimento sustentável.

Localização e território abrangido:

No contexto da Região Centro de Portugal Continental, o Estrela Geopark inclui parte ou a totalidade dos nove municípios que se estruturam em torno da Serra da Estrela – Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia, fator que lhes confere identidade e coesão territorial.

Com uma área de 2216 km2, o território deste Geopark Mundial da UNESCO traduz uma paisagem diversificada, resultado das múltiplas transformações geológicas, dos contrastes climáticos registados, bem como da antiquíssima ocupação humana, cujos primeiros registos remontam a inícios do IV milénio a. C. Estes fatores são, em si mesmo, causa suficiente para fazer da Estrela um território de fortes contrastes, onde a sua paisagem, tangível e intangível, reflete um longo processo de adaptação e de sucessivas transformações.

Este é um lugar onde a beleza selvagem se funde com a história milenar, sendo a Estrela o elemento aglutinador de um território que se desenvolve em torno do acidente geográfico que outrora era fator de separação e que hoje une nove municípios. Tal como o escritor português do século XX, Miguel Torga, afirma “a Estrela é alta, imensa, enigmática e a sua presença física é logo uma obsessão, juntando-se à perturbante realidade uma certeza ainda mais viva: a de todas as verdades locais emanarem dela” (Miguel Torga, 1967).

Descrição e aspetos diferenciadores:

A História geológica do Estrela Geopark remonta ao Neoproterozoico (+541 Ma), com o Complexo Xistograuváquico, uma sequência de alternâncias entre xistos e metagrauvaques formados durante a orogenia Cadomiana, devido ao metamorfismo de sedimentos depositados em ambiente marinho. Mais tarde, durante a orogenia Varisca, estes metassedimentos foram novamente dobrados, ocorrendo também a instalação de granitos em profundidade, durante um período que se estendeu desde o final do Carbónico até ao início do Pérmico (320-290 Ma). Na fase terminal do ciclo Varisco, o relevo foi aplanado e mais tarde retocado durante o Paleogénico (~66-23 Ma). No Miocénico (~23-5 Ma), as falhas Variscas foram reativadas, com a serra da Estrela a soerguer como uma estrutura em pop-up. A resultante montanha em planalto, com 1993 m de altitude, foi fundamental para o desenvolvimento de um notável conjunto de formas e depósitos glaciários durante o Pleistocénico, sendo estes os impulsionadores da relevância geológica do Estrela Geopark.

Durante o último Máximo da Glaciação na serra da Estrela, o planalto ocidental encontrava-se coberto por um campo de gelo com aproximadamente 66 km2. No Alto da Torre, há 30 mil anos, a espessura do gelo era de 90m, alimentando diversos glaciares de vale, do qual o glaciar do Zêzere, com 11,3 km, era o mais extenso. De facto, a interação dos glaciares Pleistocénicos com a herança deixada pela longa história geológica, juntamente com a sua relação com o clima e a tectónica ativa, fomenta o valor científico do Estrela Geopark, que pela sua relevância, singularidade e significado, constitui um legado comum que importa salvaguardar e valorizar.

Para nos contar essa História geológica, destacam-se os Geossítios, locais de interesse geológico que correspondem a diferentes páginas do grande livro da evolução da Terra. Agrupados em diferentes categorias, de acordo com a sua génese, estes locais com elevados valores científico, cénico, educativos ambiental e turístico, permitem ao Estrela Geopark ser um laboratório vivo de aprendizagem e valorização do património, que pretende ter na Geodiversidade a base para uma estratégia de desenvolvimento territorial sustentável.

Atividades Desenvolvidas:

Toda a informação em: ESTRELA GEOPARK ATIVIDADES

  • Na Rota dos Glaciares
  • Caminhar com Ciência
  • Birdwatching no Estrela Geopark
  • Rota dos Saberes e Sabores
  • Caminhadas Interpretadas nos Passadiços do Mondego

Links (site e redes sociais)

Website: https://www.geoparkestrela.pt 
Facebook: https://www.facebook.com/EstrelaGeopark/ 
Instagram: https://www.instagram.com/estrelageopark/ 
Linkedin: https://www.linkedin.com/company/estrelageopark/ 
Youtube: https://www.youtube.com/estrelageopark 
X: https://twitter.com/estrelageopark/

Contactos:

Morada: Ninho de Empresas de Manteigas, Rua dos Amieiros Verdes, 6260-028 Manteigas
Contacto: +351 963 629 179
Email: info@geoparkestrela.pt


Geopark Naturtejo

História:

O Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO, o primeiro geoparque em Portugal, integrou em 2006 as Redes Europeia e Global de Geoparques. Conta com um território de 5060 km2, nos municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Proença-a-Nova, Nisa, Oleiros e Vila Velha de Ródão. Neste território, integrado no “Programa Internacional de Geociências e Geoparques da UNESCO”, uma chancela internacional que promove o equilíbrio entre o Homem e a Natureza, são prioridades a geoconservação, a educação e o geoturismo, todos alicerçados num património geológico de referência. 

Numa região de grande heterogeneidade cultural, a Geologia é um elemento uniformizador do território e é utilizada como estratégia de desenvolvimento sustentável de larga escala, num projecto pioneiro em Portugal, planeado a médio/longo prazo.

O Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO, pretende valorizar os locais que agem como testemunhos-chave da História da Terra, fomentando o emprego e promovendo o desenvolvimento económico regional. O vasto património geomorfológico, geológico, paleontológico, e geomineiro, apresenta elementos de relevância nacional e internacional, de que são exemplos os icnofósseis de Penha Garcia, os canhões fluviais de Penha Garcia, as Portas de Ródão e de Almourão, a mina de ouro romana  do Conhal do Arneiro e as morfologias graníticas da Serra da Gardunha e Monsanto. Para além dos geossítios, o Geopark Naturtejo conta com o Parque Natural do Tejo Internacional e com áreas protegidas no âmbito da Rede Natura 2000 (sítios Gardunha, Nisa e S. Mamede) e das Important Bird Areas (Penha Garcia – Toulões e as serranias quartzíticas do Ródão), que testemunham a sua riqueza ecológica.

O Geopark Naturtejo possui um vasto e rico Património Geológico, reconhecido internacionalmente, com 176 sítios de relevância geológica designados no âmbito do Inventário do Património Geológico e Geomineiro do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO.

A história milenar desta região dotou-a de inúmeros castelos, igrejas e palácios, atingindo uma diversidade rara em Portugal. As ruínas da Civitas Egitania em Idanha-a-Velha, as estações paleolíticas e a Arte Rupestre do Tejo, bem como as regiões megalíticas de Nisa e Rosmaninhal constituem pólos de relevante interesse arqueológico. As práticas ancestrais, testemunhos vivos das múltiplas singularidades da cultura raiana, têm fortes raízes na paisagem. O estatuto de “Aldeia mais portuguesa de Portugal“, conferido a Monsanto, e as Aldeias de Xisto, espalhadas pelo Geopark Naturtejo, são símbolos desta riqueza etnográfica ainda muito bem preservada.

Deixamos-lhe o convite para navegar no site Geopark Naturtejo onde encontrará uma selecção do melhor que o Geopark tem para lhe oferecer. Para além do que aqui lhe dão a conhecer, há muito mais para descobrir. Deixe-se cativar por esta região e desvende toda a sua beleza. É natural que se surpreenda com tudo o que o espera. No Geopark Naturtejo vive-se de forma plena e quem vem de fora fica para sempre cá dentro. Dentro do coração deste povo, na memória desta terra que quem conhece, não esquece… 
…Porque quem vem, volta sempre!

Atividades desenvolvidas:

Desporto na Natureza

Se gosta de desporto, vai apaixonar-se pelo Geopark Naturtejo. Aqui, a natureza lança um convite sempre renovado à aventura e à diversão. Parta à descoberta desta região tão diversa onde o espera uma combinação perfeita de características para a prática de desporto ao ar livre.

Aceite o desafio e entre em acção. Desfrute da natureza calmamente, com actividades descontraídas e serenas ou explore-a intensamente, com desportos que fazem disparar a adrenalina. Faça uma actividade ao seu ritmo ou junte-se com os amigos e pratique um animado desporto de equipa. Relaxe com uma actividade de lazer ou mostre o que vale num desporto de competição.

Geoturismo

Uma imensidão de tempo revelada no espaço…
600 Milhões de anos preservados em rochas e paisagens que se estendem por mais de 5000 km2…
Lugares fantásticos, onde a Natureza avassaladora é celebrada num encontro de culturas perpetuado por milhares de anos…
O Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO é um território com um Património Geológico de excepção, com relevante valor científico, educativo e estético, conjugados com aspectos ecológicos e histórico-culturais de forma integrada numa estratégia de desenvolvimento local sustentável.
O Património Geológico é o conjunto de elementos geológicos de elevado valor científico, educativo e cultural, que permitem contar a História da Terra. No Geopark Naturtejo são inúmeras as ocorrências de Património Geológico que se distinguem em rochas, fósseis, paisagens, formas e minas.
O Geoturismo é uma forma de conhecer o Geopark Naturtejo e os seus valiosos patrimónios.

Praias Fluviais

As praias fluviais do Geopark Naturtejo são bastante procuradas pelas suas águas límpidas e puras e por possuírem balneários devidamente equipados e um serviço de vigilância assegurado durante toda a época de verão.

No período balnear, estas praias tornam-se verdadeiros locais de lazer e descontracção, onde os veraneantes podem desfrutar dos recursos naturais mas também dos equipamentos de animação existentes, como restaurantes-bar, bungalows, campos de jogos e parques infantis.

Saúde e Bem-Estar

Fuja da confusão da cidade, esqueça o stress do dia-a-dia e faça um retiro no Geopark Naturtejo. Deixe-se envolver pelo sossego e descubra o que a natureza pode fazer por si.

Por ser uma região serena por natureza, o Geopark Naturtejo torna-se o local ideal para quem privilegia a saúde e o bem-estar físico e mental. Ao chegar, vai sentir que o descanso absoluto parece ter sido inventado aqui, nesta região onde a água nos faz mergulhar num mar de tranquilidade e o ar nos faz respirar fundo de pura descontracção.

No território Naturtejo existem quatro Complexos Termais, as Termas de Monfortinho (Idanha-a-Nova), as Termas da Fadagosa (Nisa), as Termas da Fonte Santa de Águas e as Termas de S. Tiago (Penamacor) com uma oferta de variados tratamentos terapêuticos e bem-estar. As termas são um verdadeiro refúgio para quem procura o relaxamento do corpo e da mente, em locais privilegiados de ar puro e paisagens naturais. Tem também retiros de ioga para que o contacto com a Natureza seja ainda mais próximo.

Percursos Pedestres, Trilhos e Rotas no Geopark Naturtejo

Além de terem benefícios para a saúde, os percursos pedestres e a prática de BTT são a melhor forma de conhecer e desfrutar da riqueza paisagística, cultural e natural de uma região. Atreva-se a percorrer os mais de 1156 km de percursos pedestres. Uma excelente forma de  explorar os trilhos do Geopark Naturtejo através das paisagens que vão contando a história da Terra. São mais de 70 rotas

Links (site e redes sociais)

Website: https://www.naturtejo.com/
Facebook: https://www.facebook.com/naturtejogeopark
Instagram: https://www.instagram.com/geopark_naturtejo/
Youtube: https://www.youtube.com/geoparknaturtejo
X: https://twitter.com/Geo_Naturtejo
Linkedin: https://www.linkedin.com/company/geoparknaturtejo/

Como visitar

Chegar de comboio: Principais estações: Castelo Branco e Vila Velho de Ródão (Consulte CP – Comboios de Portugal)
Chegar de carro: Principais estradas: A23, IC8, IP2
Chegar de avião: Aeroportos mais próximos: Lisboa, Porto, Madrid

Contactos

Naturtejo – Empresa de Turismo, EIM
Av. Nuno Álvares, 30; 6000-083 Castelo Branco
Telf. 272 320 176 (Chamada para a rede fixa nacional)
Email: geral@naturtejo.com    Site: www.naturtejo.com


Geopark Oeste

História:

Corria o ano de 2017 quando o Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã  (GEAL), os Município da Lourinhã, Torres Vedras, Peniche, Bombarral e Óbidos,  juntamente com a Sociedade de História Natural, Associação Científica (SHN) e  a Universidade Nova de Lisboa (UNL), iniciaram um processo de análise, estudo  e debate sobre a possibilidade de candidatar o território composto integralmente  pela área dos cinco concelhos, a Geoparque Mundial da UNESCO. A 17 de maio  de 2017, os cinco municípios assinaram uma carta de intenções, manifestando  de forma formal, junto da Comissão Nacional da UNESCO, o interesse em  desenvolver um processo de constituição do aspirante Geoparque Oeste, e  posterior candidatura a Geoparque Mundial da UNESCO. 

Em 2018 foi nomeada de forma interina Lubélia Gonçalves como Coordenadora  Executiva. A 15 de março de 2018, os cinco municípios dão mais um passo em  prol desta iniciativa, assinando um Memorando de Entendimento, onde reforço  o interesse e compromisso em avançar com a candidatura Geoparque Mundial  da UNESCO, definindo desde logo a metodologia a adotar ao nível do processo  e dos apoios. A 27 de setembro do mesmo ano, é constituída a AGEO – Associação Geoparque Oeste, com o objetivo de ser a unidade de gestão do  projeto de candidatura em curso, e a estrutura que iria acolher um corpo técnico  e científico essencial para a execução do projeto. Esta associação de direito  privado sem fins lucrativos, foi fundada pelos seguintes cidadãos e entidades:  Lubélia Gonçalves; GEAL; Bruno Camilo da Silva; SHN; UNL; Maria Matos; Rui  Venâncio; Miguel Reis Silva; Octávio Mateus. Ainda nesse ano, foi constituída a  primeira Direção e respetivos órgão sociais da AGEO. 

Em 2019, a Direção da AGEO nomeia como Coordenador Executivo Miguel Reis  Silva e como Coordenador Científico o Professor Nuno Pimentel. Ainda nesse  ano iniciou-se o processo de constituição da equipa técnica e científica. Em 2020, a equipa técnica e científica iniciou os trabalhos de diagnóstico e  pesquisa relacionados com os geossítios, mas também um conjunto de  atividades que permitiram o desenvolvimento do mapa de geossítios, dos  catálogos de programas educativos e programas turísticos, assim como a  criação de redes de trabalho e parceria por todo o aspiring Geoparque Oeste. Ainda nesse ano, o município de Óbidos formaliza a saída do projeto. Em 2021, os municípios de Cadaval e das Caldas da Rainha formalizam a  entrada no processo com a assinatura de um novo Memorando de  Entendimento, que engloba agora os seis municípios. 

Em 2022 a AGEO apresentou a candidatura a Geoparque Mundial da UNESCO,  e em 2023 o território recebeu a visita técnica da UNESCO. Nesse mesmo ano,  a candidatura foi aprovada sem pontos críticos pelo Conselho Executivo da Rede  Global de Geoparques, tendo sido reconhecidos 22 geossítios de relevância  internacional. Em 2024 o Conselho Executivo validou a candidatura do  Geoparuqe Oeste a Geoparque Mundial da UNESCO, reconhecendo este  território pelo seu património natural e cultural como o 6º Geoparque Mundial da  UNESCO em Portugal. 

Localização:

Localiza-se na região Oeste de Portugal Continental.

O Geoparque Oeste engloba 6 municípios, Bombarral, Cadaval, Caldas da  Rainha, Lourinhã, Peniche e Torres Vedras, numa área total de 1154 km2.  Dos 72 km de costa atlântica presentes neste território, cerca 15 km  correspondem a praias de areia, um grande atrativo para os locais e para os  visitantes ocasionais ou sazonais. Também, as paisagens geológicas e a  exposição das camadas geológicas nas arribas litorais com dinossauros, atraem  interessados, investigadores e turismo científico de todo o mundo. 

Território abrangido:

A riqueza e diversidade do Geoparque Oeste resulta de presença de rochas com  idades desde o final do Triássico até ao Quaternário, maioritariamente terrenos  do Jurássico (77%), do Cretácico inferior (13%) e de outras idades (10%). Alguns  elementos da riqueza e geodiversidade neste território são: 

  • a enorme riqueza paleontológica, com 180 sítios fósseis (vertebrados e  invertebrados) já inventariados, incluindo mais de três dezenas de espécies de  fósseis com nomes de localidades do Oeste, como o crinóide Pentacrinus  penichensis, uma grande diversidade das primeiras plantas com flor, e 12  espécies de dinossauros encontradas pela primeira vez no território, como o  Lourinhanosaurus antunesi, o Lusotitan atalaensis ou o Miragaia longicollum; 
  • um “Prego Dourado” marcando o GSSP (Global Boundary Stratotype Section  and Point), local mundialmente reconhecido para base do andar Toarciano  (Jurássico Inferior); 
  • mais de 70 geossítios identificados e caracterizados, abarcando temáticas tão  diferentes como a Dinâmica Costeira, Paleontologia, a Geomorfologia, a  Tectónica Salina, Registo Geológico ou os Recursos Geológicos; – mais de 200 artigos científicos publicados acerca da geologia da região, bem  como, dezenas de Teses de Doutoramento e Mestrado já concluídas; – 2 museus com uma componente expositiva significativa associada às  Geociências (Dino Parque da Lourinhã e Museu da Lourinhã) e pelo menos mais  dois espaços em planeamento (Museu de Paleontologia da Bacia Lusitaniana e  Museu do Forte de N.ª Sr.ª da Consolação); 
  • 7 mapas geológicos detalhados, na escala 1:50.000, com um total de 40  formações ou unidades geológicas, muitas delas com nomes de localidades do  território, como a Formação Lourinhã, Formação de Montejunto, a Unidade  Bombarral ou o Grupo Torres Vedras; 
  • o registo de uma longa história geológica, retratando a gradual abertura do  Atlântico, com rochas desde o Triásico (há cerca de 230 milhões de anos) até ao  Quaternário, destacando-se a exposição de rochas do Jurássico (200 a 145  milhões de anos) muito ricas em fósseis. Estes números ilustram bem a importância geológica nacional e internacional e  o potencial científico deste território como Geoparque Mundial da UNESCO. A  região apresenta já fortes atrativos para os locais e para os visitantes, sendo  objetivo do Geoparque Oeste dinamizar essa atividade. Com base no seu  património geológico, pretende-se que os mais de 212 mil habitantes deste  território beneficiem duma estratégia de desenvolvimento sustentável, baseada  nos seus recursos endógenos, entre os quais o seu património natural.

Atividades Desenvolvidas:

Desenvolve atividades no âmbito da Geoconservação, Geoeducação e  Geoturismo.

Links (site e redes sociais)

Site www.geoparqueoeste.com 
Facebook www.facebook.com/GeoparqueOeste
Instagramwww.instagram.com/geoparqueoeste
Youtube www.youtube.com/c/aspiringGeoparqueOeste
LinkedIn https://tinyurl.com/4kv99v73

Como visitar:

O Geoparque Oeste tem uma plataforma que permite ao visitante planear a sua  visita ao território. O Visit Geoparque Oeste, pretende ser a principal porta de  entrada digital do Geoparque Oeste. Direcionada para quem procura o território  enquanto Geoparque Mundial da UNESCO, esta plataforma é um motor de  busca dinâmico que permitirá ao visitante montar a sua agenda de visita, tendo  por base os seus interesses e características. Terá ainda acesso aos  restaurantes e alojamentos parceiros.  A visita poderá ser planeada acedendo a visitgeoparqueoeste.com

Contactos: geral@geoparqueoeste.com / +351 928 114 300


Arouca Geoparque

História:

Um território vive de dois aspetos que o distinguem: o património e as pessoas. Valorizar estes ativos de forma inovadora e sustentável, tem sido o caminho percorrido pelo Arouca Geoparque Mundial da UNESCO, numa caminhada que se iniciou há cerca de 16 anos.
Esta estratégia de desenvolvimento, implementada pela AGA – Associação Geoparque Arouca, teve em 2009, um dos seus momentos mais importantes: a entrada deste território nas Redes Europeia e Global de Geoparques, que juntam territórios com objetivos comuns: a promoção conjunta dos valores, com vista a uma dinâmica territorial diferenciadora.

Desde então, foram vários os trabalhos de requalificação e valorização dos geossítios (sítios geológicos classificados), como a construção da Casa das Pedras Parideiras, as plataformas de observação na Frecha da Mizarela, no Detrelo da Malhada, nas Pedras Boroas do Junqueiro, no Campo de Dobras da Castanheira, nos Icnofósseis de Cabanas Longas, no S. Pedro Velho, bem como o piso panorâmico da Costa da Castanheira (situado no Radar Meteorológico de Arouca). Estas intervenções, às quais se juntaram os Passadiços do Paiva e a 516 Arouca – ponte suspensa, permitiram ao público conhecer e preservar, de uma forma estruturada, os recursos naturais, potenciadores do desenvolvimento sustentável da região, privilegiando o acesso e um conhecimento mais profundo.

Localização:

A uma hora de distância das cidades do Porto e de Aveiro, entre o Norte e o Centro de Portugal, entre o litoral e o interior, entre montes e vales, e recortado pelos rios Paiva, Arda e Caima, o Arouca Geopark corresponde à área administrativa do município de Arouca.

Território Abrangido:

No Arouca Geopark, ao longo de 328 km2 de extensão, a geodiversidade expressa-se de forma singular nas suas paisagens, pontuadas por montanhas altaneiras e esculpidas por rios límpidos, que abrem caminho pelos vales férteis deste território. As altitudes dominantes situam-se entre os 200 e os 600 metros, sendo que pontos mais altos se localizam na serra da Freita (1100 metros) e na serra de Montemuro (1222 metros). Os cursos de água que cruzam este território enquadram-se nas bacias hidrográficas do Douro e do Vouga.

Este território é um espaço natural, que agrega encantos e potencialidades de natureza geológica, diretamente relacionados com a diversidade das rochas que aqui ocorrem, com abundantes afloramentos de xisto e granito. Neste Geoparque Mundial da UNESCO, encontramos 41 geossítios inventariados que remontam há cerca de 600 milhões de anos, e se destacam pela sua singularidade e notável valor científico, didático e turístico.

A coleção de fósseis de trilobites, patente no Museu das Trilobite, as Pedras Parideiras, na Serra da Freita, e os Icnofósseis de Cabanas Longas, no Vale do Paiva, despertaram a comunidade científica, que lhes atribuiu elevada relevância internacional. Além destes, a Frecha da Mizarela, a Cascata das Agueiras, as Pedras Boroas do Junqueiro, as panorâmicas do Detrelo da Malhada e S. Pedro Velho e as minas de volfrâmio têm atraído curiosos a este geoparque.

No Centro Histórico, o Mosteiro de Arouca não passa despercebido. Outrora ocupado pelas Monjas da Ordem de Cister, que viviam em clausura, é agora um silêncio sepulcral, apenas quebrado pela água na fonte, símbolo da passagem do tempo. Os longos corredores e as antigas celas, são agora espaço para um espólio único de Arte Sacra. O Cadeiral, onde está o maior órgão de tubos da Península Ibérica, a Sala do Capítulo, a cozinha, o refeitório e a igreja, albergue do corpo e Túmulo de Santa Mafalda, são espaços notáveis que nos fazem viajar no tempo. 

Atividades:

Os três itinerários da Rota dos Geossítios do Arouca Geopark são uma das formas de partirmos à descoberta de 31 dos 41 locais de interesse geológico deste território UNESCO.

Devidamente sinalizada, a Rota está equipada com sinais de entrada na rota, sinais de direção, sinais de indicação pedonal e/ou estrada e ainda bandeirolas de identificação em todos os geossítios. Este percurso passa por centros de interpretação, plataformas de observação, passadiços e/ou painéis interpretativos que transformam o caminho não só num passeio, como numa oportunidade de ficar a conhecer múltiplas histórias deste nosso Planeta.

O Itinerário A «Freita: a serra encantada» acolhe 11 geossítios e paisagens de imensa beleza. O itinerário B «Pelas minas e recantos desconhecidos do Paiva» integra oito geossítios e esconde a história por detrás da busca desenfreada do ouro negro: o volfrâmio, onde Alemães e Ingleses partilharam, pacificamente, as mesmas estradas. O itinerário C «Paiva: o vale surpreendente» dá a conhecer 12 geossítios, dos quais cinco se encontram ao longo dos Passadiços do Paiva, reconhecidos europeia e mundialmente ao longo dos anos pelo World Travel Awards

Ao calcorrearmos estes passadiços muitas são as paisagens que nos fazem perder de vista e experiências que nos desafiam a cada momento. A travessia do Vau, que nos remete para um filme de Indiana Jones e a 516 Arouca, uma das maiores pontes pedonais suspensas do mundo, são motivos mais do que suficientes para partirmos à aventura. Mas não é possível falar em aventura sem referir o rafting e o kayak, dois dos desportos de águas bravas que podemos fazer no rio Paiva, naquela que é para alguns especialistas, «a maior e mais completa pista de águas bravas do país».

Quando percorremos os percursos pedestres, espalhados pelo Arouca Geopark, somos privilegiados pelo contacto direto com a natureza. Cruzámos aldeias tradicionais escondidas nas montanhas, com marcas que o tempo não apaga. Conhecemos a ruralidade e as tradições das gentes que, aqui, habitam de sorriso no rosto e guardam na memória a identidade e autenticidade deste território. As visitas guiadas, com guia intérprete ou audioguias, as Geobikes, os vários serviços das empresas de animação turística, o alojamento e a restauração são algumas das formas de experienciarmos ao limite este território

Links:

Facebook: www.facebook.com/aroucageopark
Instagram: www.instagram.com/aroucageopark
X: twitter.com/aroucageopark_
Linked in: www.linkedin.com/company/aroucageopark
Youtube: youtube.com/c/aroucageoparkchannel
Website: www.aroucageopark.pt/ 

Como visitar:

Vários são os modos e propostas para descobrir o património do Arouca Geoparque Mundial da UNESCO. A pé, percorrendo os Passadiços do Paiva ou um dos 15 percursos pedestres que integram a Rede Municipal de Percursos Pedestres – 14 de pequena rota (PR) e um de grande rota (GR) – devidamente sinalizados. 

De barco, aventurando-se nas águas revoltas do Paiva, praticando rafting, canyoning, canoagem e kayak-rafting.

De carro, pela Rota dos Geossítios, através dos seus itinerários – A ‘Freita: A Serra Encantada; B ‘Pelas Minas e Recantos Desconhecidos do Paiva’ e C ‘Paiva: O Vale Encantado’, que permitem aliar o conhecimento a experiências únicas, marcantes e inesquecíveis, num destino geoturístico de excelência.

Este verdadeiro museu geológico a céu aberto oferece excelentes motivos para uma visita, de que são exemplo os Passadiços do Paiva, com os seus oito quilómetros junto ao rio Paiva, que proporcionam um passeio, num autêntico santuário natural. Ao longo do percurso sinuoso, que se estende entre as áreas de recreio e lazer do Areinho e de Espiunca, ver-se-á rodeado de paisagens de beleza ímpar.

O Arouca Geopark dispõe, ainda, de um importante património arquitetónico religioso. O Mosteiro de Santa Maria de Arouca, o maior monumento em granito, em Portugal, situado no centro da vila de Arouca, alberga um importante museu de arte sacra. Nas suas proximidades, a Capela da Misericórdia e o Calvário são outros pontos de interesse a não perder.

A passagem das monjas por Arouca deixou marcadas vincadas, nomeadamente na doçaria conventual. A boa mesa tem, assim, um lugar cativo no Arouca Geopark. A posta arouquesa e o cabrito assado da Gralheira fazem, também, a delícia dos comensais.

Há lugares, sabores, experiências que nos arrebatam ao primeiro olhar, à primeira prova, ao primeiro contacto. Pela intensidade ou singeleza com que nos prendem a atenção. Pela surpresa que nos suscitam. Pelas descobertas que fazemos, ao longo da viagem. É assim o Arouca Geoparque Mundial da UNESCO. Um território onde se chega com a curiosidade na bagagem e o olhar atento. Um território de experiências únicas, das paisagens de beleza cortante à aventura que corre ao longo das águas bravas do rio Paiva, do acolhimento familiar das unidades de alojamento, aos sabores tradicionais da gastronomia, da imponência do património, histórico, geológico e etnográfico, à espontaneidade das gentes.

Em nenhum outro lugar pode escrever o seu lugar na história como aqui!

Contactos:

AGA – Associação Geoparque Arouca
Morada: Rua Alfredo Vaz Pinto | 4540-118 Arouca
Tlf.: (+351) 256 940 254
Email: geral@aroucageopark.pt

Loja Interativa de Turismo do Arouca Geopark
Morada: Rua Abel Botelho, n.º 4 | 4540-114 Arouca
Tlf.: (+351) 256 940 258Email: turismo@aroucageopark.pt