Foi criado um novo e importante produto turístico que junta as regiões transfronteiriças do Centro de Portugal e de Castela e Leão, preservando e valorizando os valores históricos e culturais das invasões francesas em Portugal e Espanha – as Rotas Napoleónicas.

​No território nacional, abrange uma vasta área da Região Centro, desde os territórios de fronteira da CIM Beiras e Serra da Estrela, passando pelos territórios da CIM Região de Coimbra, nomeadamente Penacova, Mortágua e Mealhada onde ocorreu a famosa Batalha do Bussaco até aos territórios das Linhas de Torres, já pertencente à CIM Oeste.

Este projeto contribui para alcançar a Prioridade de Investimento PI-6C / OE (proteger e valorizar o património cultural e natural como suporte do desenvolvimento económico da região transfronteiriça) e é liderado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra estando inserido no espaço POCTEP (Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal). O projeto pretende valorizar e conetar os elementos do património material e imaterial do tempo das invasões francesas e transformá-lo num produto turístico diferenciado, de qualidade e sustentável, para ser incluído na Rota Cultural Europeia “Destino Napoleão”, do Conselho da Europa. É importante que seja atrativo e que permita gerar atividade económica e emprego na região.

Este projeto, integrado numa Rota Internacional, proporciona a criação de programas diferenciadores e marcantes para a História Europeia, potenciando a atração internacional em diferentes períodos do ano, combatendo a sazonalidade, e viabilizando o desenvolvimento turístico das regiões envolvidas, assim como o seu progresso económico.

Através desta valorização cultural das rotas napoleónicas, desenvolveu-se um produto turístico em colaboração com as entidades do setor para atrair mais turistas e visitantes que possam dinamizar a economia e promover uma maior coesão económica, cultural e social nos territórios dos dois países, nomeadamente no Centro de Portugal e em Castela e Leão.

Assista aqui à apresentação deste projeto, ocorrido em Madrid, na FITUR 2021, com intervenções de Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, Estrella Torrecilla, diretora do Turismo de Castilla y León e Iñigo Bilbao, coordenador do projeto da Fundación Finnova.

As Rotas Napoleónicas

Surge a criação das Rotas Napoléonicas, rotas turísticas relacionadas com a Terceira Invasão Francesa, que teve início em julho de 1810 e terminou em abril de 1811.

No território Nacional, a terceira Invasão Francesa iniciou-se em Almeida e continuou para o Bussaco, onde teve lugar uma importante batalha, tendo terminado nas Linhas de Torres Vedras, de onde os invasores retiraram, sem sucesso, culminando assim com o fim da Guerra Penínsular.

Em 2020 foi apresentado um mapa-roteiro das Invasões Francesas, ilustrado, distribuído como suplemento da edição de agosto da revista National Geographic onde inclui o percurso efetuado na região de Coimbra pelo exército de Napoleão Bonaparte, comandado pelo marechal Massena, desde a entrada em território nacional em 1810, pela zona da Beira Alta, até à retirada, derrotado, em 1811. Apesar de Portugal ter sido alvo de três invasões, a terceira teve especial relevo na Região de Coimbra.

O roteiro especifica diversos momentos, como saques e confrontos com as tropas portuguesas e inglesas, e ainda a Batalha do Bussaco, o confronto que opôs cerca de 65 mil franceses a 50 mil luso-ingleses e que terminou com o exército francês obrigado a contornar a serra na sua caminhada para Lisboa, onde não chegou após não ter conseguido ultrapassar as linhas defensivas de Torres Vedras.

De futuro, também serão criadas e integradas no projeto as rotas das duas primeiras invasões francesas, associando desta forma os restantes municípios ao projeto.

Os 210 anos da Batalha do Bussaco

Charles Bonaparte, descendente de Napoleão Bonaparte e presidente da Federação Europeia de Cidades Napoleónicas, entidade responsável pela gestão do Destination Napoleon, esteve em Portugal, no âmbito das comemorações dos 210 anos da Batalha do Bussaco. Foi nesta ocasião que plantou uma oliveira (símbolo da paz) na Mata Nacional do Bussaco, celebrando o Dia da Cooperação Europeia e dando inícioao projeto europeuInterreg NAPOCTEP na Federação Europeia das Cidades Napoleónicas, cujo protocolo foi assinado no preciso dia em que passam 210 anos da Batalha do Bussaco.

No ano de Comemoração do Bicentenário da Morte de Napoleão, 2021, aguardamos com expectativa todos os eventos previstos e à qual, os parceiros se irão associar.

Fique atento!