ALBERGARIA A VELHA

Trilho do Linho – Partindo da antiga escola de Vilarinho de S. Roque, inaugurada em 1963, este trilho leva-nos a cruzar caminhos e carreiros outrora usados
pelos habitantes da aldeia para chegarem às zonas de lavoura, onde era comum cultivar o linho, uma planta que foi de grande importância para a economia familiar até meados do século XX. Ao deambularmos pelos campos, os açudes são uma presença constante, pois o sucesso das colheitas dependia da sua manutenção. E os Moinhos do Regatinho apresentam-se como um genuíno cartão postal da aldeia.

Tipologia: Pedestre | Distância: 2,5Km | Desnível: =+59m/-59m | Duração: 1h00 | Dificuldade Técnica: Fácil

Trilho dos Três Rios – O som da água a correr é uma presença constante na freguesia de Ribeira de Fráguas. O Rio Caima, que nasce na Serra da Freita e percorre 50 km até desaguar na margem direita do Vouga, bem como os vários afluentes, rompem caminho pelos terrenos irregulares desta zona mais serrana. Aproveitada nos açudes e levadas para a rega dos campos, a água também era a força motriz que mantinha os moinhos a funcionar, sendo também usada para lavar o minério das antigas Minas de Telhadela. Aqui, a água é sempre a companheira que nos guia.

Tipologia: Pedestre | Distância: 14,5 Km | Duração: 4h50 | Desnível: =+378m/-378m | Dificuldade Técnica: Difícil

Trilho das Cegonhas – Este percurso tem início no Parque do Areal, na freguesia de Angeja, atravessa o centro desta Vila e entra de seguida em pleno Baixo Vouga Lagunar. Aqui, os terrenos são circundados por esteios em que se encontram a água doce e salgada, Caraterizando assim uma paisagem única, onde podemos observar
diversos tipos de flora e fauna, onde a espécie mais predominante é a cegonha. Podemos também apreciar a paisagem “Bocage” que se carateriza por um mosaico de campos agrícolas em retalhos delimitados por sebes vivas e por valas de água criadas pelo homem, permitindo escoar a água em excesso no inverno e no verão reter a água. Nos campos de caraterísticas minifundiárias pasta o gado bovino autóctone da região, a raça denominada marinhoa (que pela sua força foi utilizado na lavoura e nas lides da arte xávega). O percurso tem 23km de extensão, em forma de dupla raquete, podendo dividir-se em duas partes: na primeira parte do percurso podemos observar o mosaico rural composto pelo “Bocage”, arrozais e pastagens onde as cegonhas nidificam; e na segunda parte do percurso podemos observar os sistemas húmidos dos quais fazem parte os sapais, os caniçais e os juncais, onde as diversas espécies de aves existentes nesta zona do Baixo Vouga Lagunar se alimentam. Este percurso tem ligação Ao percurso de Fermelã integrado na Bioria, no Municicípio de Estarreja.

Tipologia: Pedestre | Distância: 23Km | Duração: 5h00 | Desnível: =+59m/-59m | Dificuldade Técnica: Fácil

Trilho da Pateira de Frossos – O percurso inicia-se junto do Pelourinho de Frossos na povoação de (Frossos) antiga sede Julgado e de Concelho. Este percurso pedestre permite uma visita À Pateira de Frossos, zona palustre de antigos arrozais que constitui um complexo mosaico agrícola, apresentando uma fauna e flora extremamente diversificada e que se reflete no elevado número de espécies de aves e pequenos mamíferos que utilizam sobretudo as sebes. Percurso muito fácil sem grandes desníveis de altitude, Que saindo da povoação, segue até ao parque Boca do Carreiro (Frossos). Aqui o percurso pedestre segue até Angeja. Existe a possibilidade de ir até ao Parque do Areal, o regresso faz-se pelo mesmo caminho. Retomando o percurso no ponto anterior, o percurso pedestre segue por trilhos e caminhos agrícolas nas margens do Rio Vouga. Deixando o rio para trás e continuando em caminhos agrícolas Chega-se ao Parque Boca do Carreiro. O final até a povoação é o mesmo que o inicial.

Tipologia: Pedestre | Distância: 8,15Km | Duração: 2h00 | Desnível: =+19m/-19m | Dificuldade Técnica: Fácil


ILHAVO

São Jacinto (Aveiro) Santuário de Nossa Senhora de Vagos – Entre São Jacinto e o Santuário da Nossa Senhora de Vagos a água, em especial a salgada, prevalece ao longo da paisagem. O percurso inicia-se atravessando, de ferryboat, o canal de navegação entre São Jacinto e o Forte da Barra, em pleno Porto de Aveiro, na Gafanha da Nazaré. Este canal de navegação possibilita o acesso aos terminais portuários mais industriais. Continuando pelo Jardim Oudinot, onde se encontra ancorado o Navio-Museu Santo André, observam-se as atividades da pesca costeira, tendo-se as traineiras e a descarga do pescado para a Lota como pano de fundo. E é este canal da Ria de Aveiro – o de Mira, que nos acompanha ao longo de uma parte significativa do percurso, nos caminhos do Praião e do Canal até à Gafanha da Vagueira. O cenário da ria, sempre diferente entre as atividades da apanha e cultivo de bivalves, da pesca lagunar ou ainda da prática dos coloridos desportos náuticos, contrasta com os campos agrícolas em terra, em mosaicos bem característicos desta zona. Pode-se então desviar até à Vagueira, local da “arte xávega”, onde, atualmente, os tratores puxam para a praia as redes de pesca lançadas a partir dos tradicionais e coloridos barcos de madeira, ou seguir diretamente para o inspirador Santuário de Nossa Senhora de Vagos.

Código: GR57 – etapa 5 | Tipologia: Pedestre + Clicável | Distância:19,1 Km | Duração: 4h30 a pé ou 1h40 de bicicleta | Desnível: 134 metros

Do Santuário de Nossa Senhora de Vagos ao Canal de São Roque – Da paz e da calmaria que se sente no Santuário de Nª Srª de Vagos, a etapa parte para algumas das zonas mais urbanas e movimentadas da região. Rapidamente atinge o leito do Rio Boco que, dependendo da maré, “corre” para norte, desaguando na Ria. Em volta da fábrica Vista Alegre e desde a sua fundação, em 1824, foi sendo construído um bairro operário privado, destinado a acolher a comunidade fabril, constituída por operários e artistas e praticamente autossuficiente. O Museu Vista Alegre conta esta singular história e podem ainda ver-se e visitar-se a capela (monumento nacional), a creche, o teatro e outros equipamentos centenários. Em direção a Ílhavo pela Estrada das Oliveiras chega-se ao Cais da Malhada, merecendo um desvio a visita ao Museu Marítimo de Ílhavo. O trajeto segue então através da Universidade de Aveiro e, no Lago do Paraíso, não perca a oportunidade de avistar um flamingo em estado selvagem. Na reta final, o sal torna-se ator principal, podendo visitar as Marinhas de Sal de Aveiro e o Ecomuseu Marinha da Troncalhada para melhor conhecer este tão essencial produto.

Código: GR57 – etapa 6 | Tipologia: Pedestre + Ciclável | Distância: 14,4 Km | Duração: 3h30 a pé ou 1h10 de bicicleta | Desnível: 145 metros

Do centro urbano de Ílhavo à Palhaça – Em Ílhavo, e além do Aquário dos Bacalhaus, o Museu Marítimo tem à sua espera uma vasta coleção de objetos relacionados com a pesca à linha do bacalhau e com as fainas agromarítimas da Ria de Aveiro, as coleções de arte, a maior coleção de conchas do país, e ainda uma de algas marinhas. A partir do seu centro urbano o percurso atravessa Vale de Ílhavo, povoação rural bem conhecida pelas suas padeiras e pelo seu Carnaval tradicional, até à Pedricosa, na margem do rio Boco. Segue ao longo da margem direita do rio, por caminhos rurais, possibilitando um desvio, depois do Cais da Ponte do Fareja, à esquerda, para visitar a Igreja, o Cemitério, o Cruzeiro e a Charola de Soza. Ao chegar à povoação de Bôco, afasta-se do curso do rio e do seu particular habitat, atravessando áreas de campos de cultivo até à povoação de Carregosa. O troço final até à Palhaça faz-se pelo pavimento da EN333, onde se recomendam as devidas precauções com o tráfego automóvel, podendo fazer um curto desvio antes de chegar ao centro da vila para conhecer o Parque da Fonte Bebe e Vai-te.

Código: GR58 – etapa 9 | Tipologia: Pedestre + Ciclável | Distância: 19,4 Km | Duração: 4h50 a pé ou 1h40 de bicicleta | Desnível: 232 metros

Do Centro Urbano de Ílhavo à Praia da Vagueira – Da cidade de Ílhavo, onde, além do Museu Marítimo e do seu Aquário de Bacalhaus pode ser observada a estética Arte Nova um pouco por todo o edificado urbano, dirigimo-nos aos bairros de pescadores do bacalhau e ao cais da Malhada. Julga-se que seria aqui o antigo porto marítimo ilhavense. Atravessam-se depois as “Gafanhas”, formadas por efeito do assoreamento e fertilizadas inicialmente pelas mãos de gerações de Vaguenses e Mirões, e a Mata Nacional das Dunas da Gafanha em direção ao Canal de Mira, braço da Ria de Aveiro que nos separa da praia da Costa Nova. Seguimos em direção a sul pelos caminhos do Praião e do Canal, um antigo caminho de servidão agrícola ladeado de “quintinhas”, a nascente, e da pesca, apanha de bivalves e da mariscicultura, a poente. Na Gafanha do Areão viramos em direção ao Atlântico até à praia com este nome – Areão. O troço final faz-se rumo a norte, agora entre a Ria e o Atlântico, destacando-se os cénicos campos de milho cultivados sobre areia e delimitados apenas pela elevação da linha dunar. O trajeto do centro de Ílhavo à Praia da Vagueira tem um simbolismo especial… Atravessa desde as povoações litorais mais antigas, que há cerca de dez séculos atrás corresponderam à frente atlântica, até à “nova” frente atlântica, em terras que foram progressivamente tornadas habitáveis e férteis ao longo dos séculos…

Código: GR58 – etapa 10 | Tipologia: Pedestre + Ciclável | Distância: 25,8 Km | Duração: 6 horas a pé ou 2h10 de bicicleta | Desnível: 137 metros

Do Forte da Barra à Praia da Vagueira – O Forte da Barra, em pleno Porto de Aveiro, na Gafanha da Nazaré, foi construído no século XVII e marca um território que gradualmente terá sido conquistado pela terra ao mar. No percurso através do Jardim Oudinot deparar-se-á também com o Navio-Museu Santo André, antigo arrastão bacalhoeiro, e logo em seguida com o Porto de Pesca Costeira, onde atracam as traineiras e se descarrega o pescado para a Lota. Daí ao Farol da Barra bastar-lhe-á atravessar a ponte e seguir a marginal da ria. O trajeto que se segue, sempre em ciclovia, varia entre a praia urbana da Barra e a marginal ribeirinha da Costa Nova, onde a paisagem alterna entre as atividades de pesca e da apanha do marisco, na maré baixa, ou os desportos náuticos que a maré cheia propicia. Os antigos palheiros, com as suas coloridas riscas verticais, atraem atenções… Entre o Cais dos Pescadores e a Vagueira, praia muito conhecida pela pesca através do método tradicional da “arte xávega”, fique atento à grande variedade de aves limícolas, com destaque para garças, pilritos e borrelhos, que povoam as margens do Canal de Mira da Ria de Aveiro e os campos agrícolas do areal Atlântico. O ponto de partida da etapa permite-lhe também fazer a ligação com a GR57 Azul, tanto para norte, atravessando a Ria por ferryboat até São Jacinto, como para sul, rumo ao Santuário de Nª Srª de Vagos.

Código: GR58 – etapa 11 | Tipologia: Pedestre + Ciclável | Distância: 17,1 Km | Duração: 4h20 a pé ou 1h30 de bicicleta | Desnível: 129 metros

Passadiço entre as praias da Barra e da Costa Nova – A recuperação e a estabilização do cordão dunar entre as praias da Barra e da Costa Nova, protegendo o litoral e as suas populações dos riscos da erosão costeira, foi motivo para a construção de um novo passadiço, com mais de 1 km, a ligar estas duas praias. Durante a sua construção foram plantadas espécies autóctones que contribuem para a fixação das areias na duna, e foram também colocados passadiços sobrelevados.
Destinado a circulação pedonal (exclusiva), vem ligar-se aos que já existiam nas praias podendo assim circular-se desde o Farol da Barra e a Avenida do Mar, na Costa Nova, integralmente em passadiço junto à frente marítima. Existem também diversas entradas ao longo das praias que lhe permitem aceder das áreas urbanas às áreas naturais. É perfeito para o birwatching e para o usufruto da Natureza. Contamos com todos para nos ajudar a proteger a costa não circulando na duna.
Não deixe, no entanto, de usufruir também da frente ribeirinha destas praias… O Canal de Mira da Ria de Aveiro é também bordejado de vias circulação pedonal. Sugerimos desde já a ida por uma das margens – ribeirinha ou marítima, e o regresso pela outra… Bons passeios!

Tipologia: Pedestre | Distância: 7 Km | Duração: 1h10 | Dificuldade Técnica: fácil

Caminho do Praião – É simultaneamente uma Ecovia (5,5 km) e uma Ciclovia (6 km), entre as Gafanhas da Encarnação e do Carmo, acompanhando um antigo caminho de servidão agrícola na margem nascente do Canal de Mira da Ria de Aveiro. Está equipado com cinco zonas de estada, um posto de observação de aves, diversos painéis de informação e sensibilização ambiental e poitas de amarração para pequenas embarcações.
Além dos valores naturais presentes – aves, anfíbios e flora, que o torna um local particularmente interessante para passear e para o contacto com a Natureza, é possível também apreciar, ao longo do percurso, ostreiculturas, antigas secas de bacalhau, a prática das agricultura e das atividades da pesca artesanal mas também das atividades lúdicas da náutica de recreio e dos desportos náuticos praticáveis na Ria, sempre com o skyline da bela Costa Nova na outra margem do Canal.
É também possível, durante o percurso ou nas proximidades, conhecer tanto a Gafanha do Carmo como a Gafanha da Encarnação. Une à ciclovia que transpõe a Ponte da Barra (e, daí, às ciclovias das praias, entre a praia da Barra e a praia da Costa Nova, em Ílhavo, e a praia da Vagueira, em Vagos) fazendo um interessante trajeto circular cicláveis de cerca de 20 km. No Município de Vagos, o Caminho do Praião passa a ser o “Caminho do Canal”.

Tipologia: Pedestre + Ciclável | Distância: Ecovia (5,5 km) e uma Ciclovia (6 km) | Duração: 1 hora a pé ou 20 minutos de bicicleta | Dificuldade Técnica: fácil

Frente Ria Costa Nova – Vagueira – Esta via, simultaneamente ecovia e ciclovia, faz a ligação das Praias da Costa Nova à Praia da Vagueira num percurso marginal (poente) ao Canal de Mira da Ria de Aveiro, permitindo o contacto com os valores naturais que se incluem na Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro da Rede Natura 2000 (Diretiva Aves) numa área muito próxima da frente marítima Atlântica, e usufruindo de um generoso enquadramento cénico. Está equipada com sinalética e zonas de estada e infraestruturas de apoio à atividade piscatória e à náutica de recreio e aumenta em 3,4 km a rede de ciclovias do Município de Ílhavo, a que acrescem 2,3 km no vizinho Município de Vagos.

Tipologia: Pedestre + Clicável | Distância: 5,7 Km | Duração: 1h 10 a pé ou 20 minutos de bicicleta | Desnível: =+59m/-59m | Dificuldade Técnica: Fácil

VAGOS

Trilho da Lontra (PR1 de Vagos) – Em contraste com a vegetação típica da região em que predomina Eucalipto (Eucalyptus globulus) e Pinheiro (Pinus sp.), junto às dunas mais antigas, formadas pela inquietude dos ventos de outrora, surgem a Lagoa do Moitão e a Lagoa da Jincosa. Pequenos “oásis” onde a vegetação é mais exuberante e, onde uma grande diversidade de animais se instala, criando espaços de uma beleza ímpar!
A Lagoa do Moitão, também, deve a sua dimensão à ação do Homem, pois desse local eram retirados os inertes para posterior fabrico de adobes, usados na construção das tradicionais casas gandaresas.
Destas lagoas era também colhido o bunho para posterior manufatura das esteiras em teares rudimentares, mas que cumpriam a função de permitir que no descanso existisse um pouco mais de conforto.
Nestas lagoas vai encontrar uma grande biodiversidade e poderá realizar observação de aves/birdwatching, como por exemplo espécies de várias aves como chapins e melros além de rapinas diurnas como o Bútio comum (Buteo búteo) e o Milhafre-preto (Milvus migrans). Nas zonas mais sombreadas encharcadas surge o belo Feto-real (Osmunda regalis), a odorífera Hortelã de água (Mentha aquatica) e o Lírio-amarelo-dos-pântanos (Iris pseudacorus).
Encontramos também o Caniço (Phragmites australis), nativo em Portugal Continental e no Arquipélago da Madeira, florando entre julho e setembro, sendo importante como um local de abrigo e de nidificação para muitas espécies de aves. Da Fonte dos Amores ao parque de merendas, seguindo a ribeira e passando pela represa, poderá apreciar a vegetação ripícola e apreciar os sons da natureza junto de um belo espelho de água.
Estes pequenos “oásis” quebram a monotonia dos meios urbanizados! Lugares perfeitos para se divertir ao ar livre aproveitando o seu valor único para relaxar e desfrutar.

Tipologia: Pedestre circular | Distância: 8,3 Km | Duração: 2h00 | Dificuldade Técnica: fácil

Trilho de São Martinho (PR2 de Vagos) – O traçado dos Trilhos de São Martinho (PR2 – Vagos) desenvolve-se essencialmente por caminhos florestais e agrícolas, em terra batida, num percurso circular com cerca de 19 quilómetros que explora alguns recantos da freguesia de Ouca e dos lugares que a compõem: Carregosa, Rio Tinto e Tabuaço.
O percurso tem início no Parque da Fonte de Ouca, na zona mais a nascente do concelho de Vagos, em direção a Carregosa, onde visita uma antiga fonte, a sua igreja, um lavadouro e um santuário religioso dedicado ao Dr. José Gregório Hernández (1864-1919).
O percurso continua rumo a Tabuaço, por entre matas, passando pelas vinhas de espumante da Quinta da Pedreira, antes de permitir um desvio que encurta consideravelmente a caminhada. Optando por continuar rumo a sul, atravessa Tabuaço e continua pelo retalho agrícola e florestal até Rio Tinto.
No regresso a Ouca, o percurso possibilita um desvio até ao Marco Geodésico, que assinala o ponto mais alto do concelho, a 68 metros de altitude, e de onde se consegue avistar, ao longe, o azul do Atlântico.
O trilho culmina no Parque das Azenhas, lugar ideal para repor as energias e descobrir o funcionamento das antigas azenhas, essenciais à moagem dos cereais.
Os Trilhos de São Martinho beneficiam da sua proximidade com a Grande Rota da Ria de Aveiro, um percurso de longa rota, com quase 600km de extensão total, que se divide em três percursos independentes, ao longo do conjunto de onze concelhos.
Uma oportunidade única para viajar à descoberta da biodiversidade da região, da sua fauna e da sua flora, promovendo a prática de diversas atividades físicas e de lazer.

Tipologia: Pedestre circular | Distância: 19 Km | Duração: 5h00 | Dificuldade Técnica: Médio nível III

Percurso Natura Rio Boco (PR3  de Vagos) – O traçado do Percurso Natura Rio Boco (PR3 – Vagos) explora, ao longo de 6,3 km, o local de elevado valor natural, a Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro, onde se destaca a presença de avifauna e flora únicas deste território. Apesa de ser um percurso linear, o mesmo tem ligação ao PR4 “Trilho Levadas das Azenhas”.
Neste percurso, integrado na Zona de Proteção Especial e Zona Especial de Conservação da Ria de Aveiro, da Rede Natura 2000, convidamo-lo a descobrir a história e o património natural e histórico, ao longo do rio Boco. Dos ancestrais moliceiros e a sua atividade à impressionante avifauna, ao longo deste percurso, será convidado a conhecer a forte relação entre a atividade humana e a sustentabilidade deste habitat único e protegido, a Ria de Aveiro. Este é um percurso linear que atravessa o Parque Municipal Quinta do Ega e o leva a percorrer as margens do rio Boco, cruzando o rio pela ponte pedonal de Fareja. Já na outra margem do rio, o percurso acompanha a Grande Rota da Ria de Aveiro, por caminhos rurais, sempre com vistas sobre o rio Boco. Apesar de ser um percurso linear, de ida e volta, funciona também como ligação ao PR4 “Trilho Levadas das Azenhas”, permitindo-lhe percorrer um pouco mais deste vale e descobrir o interessante património de levadas e azenhas ancestrais da Aldeia do Boco. Ao longo de todo o percurso poderá aproveitar para relaxar e fazer observação de algumas espécies de aves e flora únicas deste território.

Tipologia: Pedestre linear | Distância: 6,3 Km | Duração: 1h30 | Dificuldade Técnica: fácil

Trilho Levadas das Azenhas (PR4 de Vagos) – O traçado do Trilho das Levadas das Azenhas do Boco (PR4 – Vagos) desenvolve-se ao longo das levadas da aldeia do Boco, por um caminho estreito de terra batida, conhecido como barachão, de 4 km, de formato circular passando por diversos pontos de interesse com destaque para azenhas e moinhos que aqui se encontram.
Conheça as levadas da Aldeia de Boco e as muitas azenhas que desde tempos ancestrais aproveitaram a força das águas. Ao longo de um percurso de caminhos estreitos e de uma beleza ímpar, poderá descobrir a riqueza natural deste território. Ao percorrer estes caminhos, aproveite para descobrir o património natural e as histórias das azenhas que irá encontrar ao longo do percurso. Este percurso permite o seu início junto da Capela do Boco ou no Parque de Merendas do Boco. Independentemente do seu local de início, o percurso explora toda uma biodiversidade de flora e fauna, onde é possível encontrar espécies autóctones como amieiros, freixos, loureiros e carvalhos, bem como alguns exemplares de avifauna que aqui ocorrem como o açor, o gavião, o noitibó-cinzento, a garça-vermelha, a águia sapeira e a andorinha -do-mar-anã. A zona a Sul, explora a zona mais florestal desta região e o vale do Rio Boco, permitindo ainda a ligação a Vagos pelo PR3 “Percurso Natura – Rio Boco”. Este percurso conta ainda com uma pequena variante que permite a visitação da Levada Sul, permitindo ainda encurtar a distância do percurso principal e criar diferentes opções de visitação.

Tipologia: Pedestre circular | Distância: 4 Km | Duração: 1h00 | Dificuldade Técnica: moderado

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