Calce as botas e coloque a mochila às costas: há mais de 70 percursos pedestres no Centro de Portugal à sua espera para o levar numa aventura à descoberta do melhor que a natureza tem para lhe oferecer.

Aqui, cada passo num dos nossos percursos pedestres é uma nova oportunidade para descobrir paisagens deslumbrantes, aldeias pitorescas, animais raros e um povo cheio de histórias para contar.

O Centro de Portugal é o seu destino de eleição para praticar o pedestrianismo e percorrer esta região a pé num ambiente rústico, sereno e verdadeiramente português.

Sugestões de Percursos Pedestres no Centro de Portugal

No Centro de Portugal, todas as rotas para a realização de passeios pedestres estão devidamente traçadas e assinaladas no terreno. Basta deixar-se levar por estes caminhos e encantar-se com algumas das mais magníficas paisagens de Portugal.

GR30 – Grande Rota das Linhas de Torres

A Grande Rota 30 é um percurso pedestre circular da Rota Histórica das Linhas de Torres, com extensão total de 112 Km. Parta à aventura e conheça algumas das fortificações deste magnífico sistema defensivo.

Em Sobral de Monte Agraço poderá conhecer os locais mais visitados por Wellington: O Posto de Comando das Linhas de Torres – O Forte do Alqueidão – e o Quartel-General localizado na Quinta dos Freixos. O troço concelhio de Torres Vedras da Grande Rota das Linhas de Torres, tem uma extensão de 112km, é formado por 2 troços circulares por caminhos rurais e estradas secundários que permite aos caminheiros conhecer as principais edificações das Linhas de Torres, bem como os recursos naturais, culturais e patrimoniais do concelho.

Ao longo do troço existem 5 locais considerados como possíveis pontos de partida e ou chegada, assinalados com um painel informativo (Forte de São Vicente, Parque Verde da Várzea, Castro do Zambujal, Serra do Socorro e Foz do Rio Sizandro).

Rota da Rede Natura do Oeste – Grande Rota Caminho do Atlântico (GR11)

A Grande Rota da Rede Natura do Oeste encontra-se inserida na Grande Rota Europeia E9, a qual se inicia em S. Petersburgo, na Rússia, e termina no Cabo de S. Vicente. Sendo uma rota linear, pode ser realizada de Sul para Norte, com início na Praia da Assenta em Torres Vedras, ou de Norte para Sul, com início no Cabo Carvoeiro, em Peniche (ver mapa). Percorrendo toda a costa do concelho de Torres Vedras, esta rota estende-se para a Lourinhã, atravessando igualmente este concelho, até chegar a Peniche, onde, com vista para o arquipélago das Berlengas, termina junto ao Farol do Cabo Carvoeiro.

Troço linear de 69,5 km que atravessa os concelhos de Peniche, Lourinhã e Torres Vedras e desenvolve-se por caminhos naturais, rurais e urbanos.

O Local de Partida pode ser a Praia da Assenta Sul (Torres Vedras) ou o Cabo Carvoeiro (Peniche); o Local de Chegada pode ser o Cabo Carvoeiro (Peniche) ou Praia da Assenta Sul (Torres Vedras).

GR38OLR – Grande Rota Muradal Pangeia – Trilho Internacional dos Apalaches

A Grande Rota Muradal-Pangeia é um circuito com aproxi­madamente 37 km, que contém quatro pontos alternativos de inicio e/ou chegada, no centro das aldeias de Montanha de Estreito, Sarnadas S. Simão, Vilar Barroco e Orvalho.

Os trilhos recuperados serpenteiam, em geral, pela linha de cumeada que se desenvolve ao longo do relevo Apalachiano da Serra do Muradal. Estes permitem realizar uma caminhada bastante calma ou, preferindo pedalar, pelos extensos cumes aplanados característicos deste relevo. 

Ao longo do percurso são majestosos os pontos de interesse a descortinar, dos quais se distinguem os esplêndidos miradouros naturais no topo das cristas rochosas, como são exemplo o Picoto, o Cardai, a Penha Alta, o Zebro, o Vilar ou o Mosqueiro. Nestes avista-se uma impressionante área de território, com realce para os relevos das Serras da Estrela, Gardunha, Açor, Alvelos, Cabeço da Rainha, Lousã, Monsanto, a vasta aplanação de Castelo Branco a estender-se para Espanha, aos pés das Serras de Gata e Gredos.

Outro tipo de património valorizado pela Grande Rota é o geo­lógico. Este é apreciado na Pedreira da Penha Alta, no sítio paleontológico do Portelo, no Picoto do Muradal, no Miradouro do Zebro, na Fraga de Água D’ Alta e no Miradouro do Cabeço Mosqueiro. Nestes locais são visíveis diversos fósseis que pos­sibilitam a reconstituição dos ambientes em que se formaram originalmente as rochas quartzíticas, então uma extensa praia de areia fina onde terá vivido um organismo misterioso extinto há mais de 400 milhões de anos e que foi responsável pelas curiosas formas espiraladas tão especiais que revestem as rochas. Em nenhum outro ponto do mundo existirá uma área tão extensa densamente composta por estas formas, que se pode seguir por quilómetros.

Em plena cumeada o património arqueológico é algo de espanto­so pela sua localização. Por outro lado, descreve a ocupação humana milenar do povoamento deste território, com destaque para o Castro de Idade do Ferro no Picoto. Neste cenário idílico das cristas quartzíticas manifesta-se as tonalidades de paisagem botânica de grandes interesse, que forma uma pintura natural revestida de um extenso verde, das urzes aos medronheiros, que ao longo do ano fica pigmentado de tons melíferas amarelos, vermelhos, rosas e brancos.

As sensações e emoções são uma constante ao longo da extensão da Grande Rota. A liberdade é certa. O contato com a sonância e os cheiros naturais são inexplicáveis. O caminhar e “alcançar o céu” é surpreendente. É conhecer lugares com “estórias”, lendas, culturas e ciências. É poder refrescar com um natural mergulho nos Olhos de Fervença. É possuir a frescura da Fraga de Água D’Alta. É sentir o poder de descobrir a natureza.

PR1IDN – Rota dos Abutres

O percurso pedestre Na Rota dos Abutres inicia-se junto á Igreja Matriz de Salvaterra do Extremo, rumando ao antigo posto da guarda fiscal (Gaseia, como aqui é conhecido) pelo caminho (quelha) que lhe dá acesso. Junto a esta Gaseia existe um observatório de aves do qual se avista o “castilho de Penafiel”, logo ali em território da Extremadura Espanhola. É neste local que nidifica e tem o seu habitat uma importante colónia de grifos (abutres).

O percurso prossegue até à Fonte da Ribeira, junto ao rio Erges, podendo observar-se também antigas azenhas, o leito apertado do rio formando rápidos e duas antigas fontes, que davam de beber à população local nas alturas mais secas do ano. Agora o percurso prossegue para Norte, por um pequeno trilho, ao longo do rio, chegando a um local onde termina uma estrada de asfalto e onde outrora existiu um açude. Estamos no Vale da ldanha, ponto de confluência da ribeira de Arades com o rio Erges.

Daqui ruma para Noroeste, para os CurraisdaArvéola (Alvéola) e depois para Vale das Eiras, onde existe um antigo campo de Mebol. Ruma-se à esquerda pela estrada de asfalto, que se percorre durante 800 melros, voltando a entrar, à direita, num caminho muito antigo, entre-muros. Depois de um pequeno troço de asfalto pela estrada de Segura, toma-se à esquerda a “Quelha de Segura·, caminho empedrado de que somente resta um troço de 1500 melros até Salvaterra. No interior da aldeia percorre ruas antigas e estreitas, passa no pelourinho e termina no Largo do Adro da Igreja, onde começou.

PR3IDN – Rota dos Fósseis

Penha Garcia surge no horizonte como um apelo. A partir do que resta da velha fortaleza, a povoação desprende-se das vistas da serra em direção à planície, configuração que lhe valeu o epíteto de aldeia presépio. 

Na zona antiga, o casario apresenta, ainda hoje, inúmeros exemplares de arquitetura tradicional, onde ao quartzito e xisto mais abundantes se misturam alguns elementos de granito. 

O branco da pequena Capela do Espírito Santo, única do seu género dentro da povoação, ressalta pelo contraste com o ambiente que a envolve. 

Memória dos poderes de um outro tempo, o Pelourinho de Penha Garcia é um dos exemplares mais interessantes que podemos observar na região, datando do reinado de D. Sebastião e com a particularidade de se encontrar assinado pelos seus autores – Estêvão Simão e Domingues Fernandes. 

Daqui, o caminho acompanha a encosta, sempre a subir em direção à Igreja Matriz e ao Castelo. A primeira é obra recente que esconde urna existência de vários séculos, testemunhada pelas imagens que guarda no seu interior, onde se destaca a Virgem do Leite, escultura gótica em pedra de ançã, de mestre João Atonso e que, como se inscreve na peanha, “Frei Álvaro de São Paulo a mandou fazer no ano de 1469”. 

Já o Castelo, derradeiro vestígio da fortaleza que outrora protegeu a aldeia, é hoje um soberbo miradouro. É precisamente a partir daqui que podemos ver, para norte e em toda a sua grandiosidade, as arribas que envolvem o vale encaixado do rio Pônsul, que nasce não muito longe daqui. 

O sul, por seu lado, é um imenso horizonte a perder de vista, numa suave ondulação de relevos crispada aqui e além um ou outro ponto onde se destaca inevitavelmente o cabeço de Monsanto.  

Grande Rota de Aveiro

Abrangendo um conjunto de onze concelhos – Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos – o território da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro apresenta caraterísticas diferentes e únicas, comparativamente a outras regiões do país.

Há, porém, uma formação, que devido à sua dimensão e diferenciação geomorfológica com o restante território nacional, marca fortemente toda a região: a Ria de Aveiro.

A Ria de Aveiro é a unidade territorial mais extensa e mais marcante de toda a região, visto que interrompe a uniformidade de uma faixa costeira que, com o seu largo areal apoiado por uma extensa zona dunar revestida por um denso e coberto arbóreo, se estende de Esmoriz ao Cabo Mondego. A Ria de Aveiro quebra esta monotonia, criando duas estreitas faixas arenosas e dunares, que são antecedidas do lado continental por espelhos de água e canais aquáticos, que no seu conjunto formam um ramificado labirinto hídrico que penetra profundamente para nascente.

A Grande Rota da Ria de Aveiro define-se como sendo um percurso de longa rota, com quase 600km de extensão total, que se divide em três percursos independentes. Através da diversidade de ambientes presentes em todo o território, cada itinerário tem as suas próprias caraterísticas, as suas próprias valências e o seu selo próprio que o distingue dos outros. Estando todos ligados entre si, facultam a realização de atividades paralelas de pedestrianismo, cicloturismo ou náutica. 

Cada percurso da Grande Rota da Ria de Aveiro é o ponto de partida para uma experiência única. Saiba mais informações sobre os diferentes pontos que vai encontrar e deixe-se levar por uma natureza que desperta sentidos. 

Percurso Verde (130,8 km; III – Algo difícil; +/- 6 dias) 

Percurso Dourado (235,9 km; IV – Difícil; +/- 11 dias)

Percurso Azul (104 km; IV – Difícil; +/- 10 dias) 

GRZ – Grande Rota do Zêzere

São 370 Km de aventura. A pé, de bicicleta ou de canoa, percorra toda a extensão do Rio Zêzere, da nascente na Serra da Estrela, à foz em Constância, onde encontra o Rio Tejo.

O vale do Rio Zêzere é uma das unidades territoriais que compõem o território das Aldeias do Xisto e uma das áreas naturais de maior diversidade ambiental do país. A criação da GRZ- Grande Rota do Zêzere (GR 33) foi pensada para permitir aos utilizadores usufruir de um contacto mais próximo com este património natural.

Os 370 Km de extensão da GRZ percorrem 13 concelhos e unem importantes marcas nacionais: Serra da Estrela, Aldeias do Xisto, Castelo de Bode e Rio Tejo. O percurso foi projetado para ser multimodal, podendo ser feito a pé, de bicicleta ou de canoa. Assim, pode realizar-se de forma contínua e encadeada, por troços ou mesmo em circuitos multimodais, recorrendo a mais do que uma disciplina. Para este aspeto contribui o caráter inovador das 13 Estações Intermodais existentes ao longo do percurso. As estações estão encerradas e a sua utilização carece de marcação prévia com os municípios responsáveis.

O percurso da GRZ percorre uma variedade de cenários, onde é possível apreciar a riqueza da fauna e flora da região, bem como a paisagem humanizada que se foi estabelecendo ao longo das suas margens. Natureza e cultura humana mesclam-se em matizes surpreendentes ao longo do trajeto, revelando um dos segredos mais bem escondidos de Portugal.

Existem percursos complementares, quer circulares tipo Pequenas Rotas, como os Caminhos do Xisto, em torno de pontos onde a GRZ passa, quer derivações a partir do itinerário principal que levam os utilizadores a áreas geográficas e pontos de interesse próximos, como as Aldeias do Xisto, as praias fluviais, as albufeiras e barragens, entre outros.

Grande Rota do Mondego

A GR do Mondego é um percurso linear, com 142 km de extensão que visa dinamizar turisticamente os territórios compreendidos entre a Figueira da Foz e Oliveira do Hospital, cruzando os concelhos de Montemor-o-Velho, Coimbra, Penacova e Tábua, tendo o rio Mondego como denominador comum.

O percurso permite descobrir inúmeros pontos de interesse naturais, paisagísticos e culturais associados ao principal rio nacional.

Esta grande rota deslumbra pela constante presença do rio Mondego e pela história de toda uma região que este leito permite descobrir, num contexto de frescura e sedução muito apreciados pelos visitantes e muito marcado pela presença de elementos relevantes: a Figueira da Foz, com o seu imenso areal de areia fina e dourada e as suas atrações turísticas, onde o Mondego encontra o oceano num estuário cheio de história e de vida marinha; o percurso até Coimbra, passando pelas vilas de Montemor-o-Velho e Pereira, com a forte presença dos marcantes campos de arroz do Baixo Mondego e da textura de outros cultivos; a cidade de Coimbra, eterna cidade dos estudantes, património da UNESCO, com o fado como elemento cultural exclusivo e diferenciador; Penacova, como região de transição para um cenário de montanha, proporcionando uma significativa alteração da paisagem, com vales mais ou menos cavados e espelhos de água a perder de vista.

Pelos concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital o cenário vai-se repetindo, sendo constantes, ao longo do percurso, elementos do modo de vida local, tais como moinhos de água, açudes, socalcos, levadas, entre outros.

Para além da excelência paisagística desta Grande Rota, deslumbre-se com os sabores e saberes da região, conjugando a gastronomia rica e variada com a autenticidade as manifestações culturais e a afabilidade de um povo que sabe receber.

Grande Rota do Bussaco

A Grande Rota do Bussaco é um percurso linear, em forma de estrela, com um total de 56 km, que incorpora três ramais distintos e cujo epicentro é a Mata Nacional do Bussaco. Os ramais são constituídos pelos troços Mealhada – Bussaco, numa extensão de 12 km, Mortágua – Bussaco, com 21 km e Penacova – Bussaco, com 23 km.

A Mata Nacional do Bussaco constitui-se como um espaço de rara beleza e riqueza ao nível da biodiversidade, verdadeiro oásis da Região Centro para os amantes do turismo de natureza, possuindo uma das melhores coleções dendrológicas da Europa. Com uma dimensão de 105 ha e situada a uma altitude de cerca de 550 metros, a Mata Nacional do Bussaco, integra a Região Biogeográfica Mediterrânica, sofre uma forte influência atlântica, o que lhe confere um microclima propício ao desenvolvimento de uma extraordinária diversidade florística e faunística, devido às temperaturas amenas, precipitação elevada e nevoeiros matinais frequentes. Esta combinação climática, associada à diferente exposição solar das suas vertentes, permite ao visitante desfrutar de uma vegetação perenifólia tipicamente mediterrânica (vertente sul) e de uma vegetação caducifólia, típica de climas temperados (vertente norte).

No contexto desta exuberante mancha verde destacam-se, igualmente, um grande número de árvores notáveis e o Adernal, uma formação vegetal única

dominada por adernos de grande porte arbóreo.

Destaca-se ainda o Palace Hotel do Bussaco (edifício do séc. XIX, de estilo neomanuelino), com o seu “Jardim Novo”, a Via Sacra, única no mundo, à escala de Jerusalém, com uma extensão de 3 km e composta por 20 passos (Prisão e Paixão de Cristo), o convento de Santa Cruz, o Museu Militar, o monumento comemorativo da Batalha do Bussaco, os miradouros, com destaque para a Cruz Alta (550m), entre outros.

Grande Rota do Alva

A Grande Rota do Alva, percurso linear com 77 km de extensão passa pelos concelhos de Penacova, Vila Nova de Poiares, Arganil, Tábua e Oliveira do Hospital. O rio Alva é o elemento identitário da região atravessada pela rota, assinalada por planaltos e vales marcantes, nos quais o serpentear do Alva moldou a paisagem e impôs um modelo de povoamento e desenvolvimento muito próprio que desperta o desejo da descoberta e justifica a visita atenta e enriquecedora.

Com uma extensão aproximada de 106 km, o rio Alva nasce na Serra da Estrela e desagua no rio Mondego, na localidade de Porto de Raiva, no concelho de Penacova.

O seu percurso sinuoso, marcado nas encostas da Serra da Estrela e Serra do Açor, permite descobrir um conjunto de atrações naturais e turísticas de grande qualidade e importância local, que justificam a realização desta grande rota.

Entre essas atrações destacam-se as povoações que ocupam as suas margens (Coja, Vila Cova do Alva, a “Sintra das Beiras”, Avô, entre outras) e um conjunto de magníficas praias fluviais (como por exemplo São Gião, Avô, Caldas de São Paulo, Coja, Vimieiro, Ponte das 3 Entradas, São Sebastião da Feira, Fronhas), a maioria das quais detentora do galardão de Bandeira Azul, o que evidencia a qualidade da água cristalina do rio.

São também importantes atrações a barragem de Fronhas, em São Martinho da Cortiça, com o seu espelho de água, a zona de lazer, os vestígios megalíticos do período Calcolítico, na localidade de Secarias, entre muitas outras.

Existem ainda peculiares formações geológicas graníticas ao longo do percurso e os açudes e a morfologia do Alva que permitem atividades de lazer em harmonia com a natureza, como é o caso da canoagem e alguns desportos radicais.

Caminho Natural da Espiritualidade

O Caminho Natural da Espiritualidade, percurso linear que liga Coimbra a Sta. Comba Dão numa extensão de cerca de 67 km percorre os concelhos de Coimbra, Penacova e Mortágua e explora a relação da motivação da viagem espiritual com o património natural no qual esta rota se desenrola, tendo o Caminho Português do Interior, das Rotas de Santiago, como contexto de base e elo de ligação. Os caminhos da peregrinação e da espiritualidade são produtos que atraem cada vez mais visitantes.

Respondendo às expectativas de públicos oriundos de vários quadrantes religiosos, crentes e não crentes, que procuram nestas jornadas a serenidade, a contemplação e momentos de introspeção, que aliviam o stress pelo atual modelo da vida quotidiana, o bem-estar espiritual, apresenta-se, efetivamente, como uma dimensão fundamental da qualidade de vida. Estas viagens ajudam a responder, positivamente, a fragilidades sociais, psíquicas, físicas ou mesmo de saúde.

E é na procura deste equilíbrio interior, através da peregrinação, que o território, as paisagens e gentes singulares desempenham um papel fundamental.

No percurso desta grande rota encontra elementos, referências e símbolos que incitam essa relação. Não devemos esquecer que para além do pendor religioso, materializado nas igrejas, nos conventos, nas capelas, nas alminhas, que a rota proporciona, as festas, as romarias e as tradições culturais, juntamente com a qualidade paisagística e o património natural são suplementos que motivam a procura, que por sua vez completam o bem-estar interior.

GR22 – Grande Rota das Aldeias Históricas de Portugal

A GR22 – Grande Rota das Aldeias Históricas de Portugal  que liga as 12 Aldeias Históricas de Portugal por etapas, num percurso circular de cerca de 600 quilómetros, possui o selo Leading Quality Trails – Best of Europe, atribuído pela European Ramblers Association, uma certificação que destaca os melhores destinos de caminhada na Europa, através de critérios como a sustentabilidade, o nível de experiência proporcionado ao utilizador, a qualidade do seu traçado, e a sua riqueza cultural e natural. Encontra-se igualmente homologada como Grande Travessia de BTT pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

A par da monumentalidade cultural, na GR22 também percorrerá alguns dos mais belos parques naturais e de Portugal, classificadas como Património Mundial da UNESCO: o Parque Natural do Douro Internacional e Parque Arqueológico do Vale do Côa, o Parque Natural do Tejo Internacional e o Parque Natural da Serra da Estrela. Desfrute ainda das praias fluviais, da tranquilidade e torne-se um conquistador de experiências inusitadas.

Se esta Rota é a sua escolha, consulte os Programas das empresas, no caso de preferir uma viagem organizada ou os Serviços de apoio disponíveis que vai encontrar ao longo do seu caminho.

Grande Rota do Côa/Walking

A Grande Rota do Vale do Côa, composta por 222 kms de trilhos marcados, liga a nascente à foz do Côa e pode ser percorrido nos dois sentidos a pé, cavalo ou BTT. A Reserva Natural da Serra da Malcata, o castelo do Sabugal, a Reserva da Faia Brava, o Parque Arqueológico do Vale do Côa e o Douro Vinhateiro são alguns dos destaques desta rota que alia a natureza ao património e atravessa localidades com pontos de interesse sinalizados, como a arqueologia, a fauna, a flora e a geologia local.

No nordeste de Portugal, o Rio Côa atravessa os concelhos de Sabugal, de Almeida, de Pinhel, de Figueira de Castelo Rodrigo e de Vila Nova de Foz Côa. Unidos pelo vale deste rio, os cinco concelhos dão corpo a um território único, na sua riqueza histórica, arqueológica, cultural e natural, que vale a pena descobrir. Património da Humanidade desde 1998, o Vale do Côa, é considerado “o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre”.

Consulte os Programas das Empresas para esta Rota ou simplesmente siga o percurso que desejar usufruindo dos Serviços de apoio que vai encontrar ao longo do seu caminho.

Ecopista do Dão

A Ecopista do Dão é a maior em Portugal e uma das mais bonitas. Para além de preservar o seu ambiente natural, está envolvida pelas serras da Estrela e do Caramulo e pelos rios Dão e Mondego. Ao longo dos quase 50km de extensão é fácil caminhar ou passear de bicicleta. É um percurso linear onde se desvenda um território natural com muitas vinhas e comunidades agrícolas. A Ecopista, teve na sua origem a Linha de caminho de ferro do Dão, pelo que nela se destaca, igualmente, a espetacularidade do património ferroviário. Pelo caminho poderá encontrar uma locomotiva a vapor, estações e pontes de arquitetura moderna.

Um passeio pela Ecopista do Dão é também um passeio pela história medieval com a descoberta de pelourinhos, solares e igrejas medievais. A Ecopista do Dão faz parte da Rede Nacional de Ecopistas, tem estruturas de apoio e está pavimentada e sinalizada em todo o percurso.

Grande Rota do Estrela Geopark

O projeto da Grande Rota do Estrela Geopark que consiste num conjunto de percursos pedestres e cicláveis ao longo de 760 quilómetros percorrerá uma vasta área do território do Estrela Geopark.

O Estrela Geopark prevê que a implementação do projeto comece ainda este mês tendo a sua conclusão prevista para o outono de 2022. A Grande Rota permitirá a visitação e o conhecimento de quase 80 dos 124 geossítiosinventariados até ao momento.

Percursos Pedestres: caminhos da fé e da espiritualidade

Além do Culto Mariano, cujo expoente máximo é Fátima, outros locais de culto e peregrinação têm ganho destaque, nomeadamente os Caminhos de Fátima, o Caminho de Santiago, a Rota Carmelita ou a Herança Judaica.

Caminhos de Fátima

Num ato de fé ou de realização pessoal, encontra em Portugal vários caminhos que se dirigem a Fátima.

Os Caminhos de Fátima remontam à data das aparições de Fátima (1917) e são percursos em Portugal percorridos, a pé ou de bicicleta, pelos peregrinos que se dirigem ao Santuário de Fátima, situado na Cova da Iria, em Fátima, no Centro de Portugal.

Foram identificados e desenvolvidos pelo Centro Nacional de Cultura, associação cultural que tem como grandes objetivos a promoção, defesa e divulgação do património cultural de Portugal.

Fátima, local das Aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, é hoje um dos mais importantes lugares de culto católico do mundo, atraindo milhões de peregrinos anualmente. As maiores celebrações ocorrem a 13 de maio (Procissão das Velas no dia 12 à noite) e a 13 de outubro.

Vários caminhos podem ser percorridos: o Caminho do Tejo, que tem início na capital, Lisboa, o Caminho do Norte, com início em Valença, no norte de Portugal, o Caminho da Nazaré, com início na vila da Nazaré, no centro do país ou a Rota Carmelita, com início na cidade de Coimbra, também no centro de Portugal. São caminhos que se articulam com outros percursos, de âmbito nacional e internacional, como os Caminhos de Santiago e as Rotas Marianas. Não é de estranhar, por isso, que nalgumas etapas dos Caminhos de Fátima encontre peregrinos dos Caminhos de Santiago, pois estas são idênticas.

Todos os Caminhos de Fátima contribuem para uma verdadeira espiritualidade, em ligação com a natureza e as vivências religiosas e culturais locais. Pelo caminho, visite igrejas e santuários, autênticos museus de arte, e admire os altares de talha dourada, a azulejaria e a arte-sacra, ícones reais da cultura de um povo. No seu percurso, irá cruzar-se com outras devoções, celebradas em festas e romarias. Entre na festa e participe nesta viagem espiritual, de paz e de encontro consigo próprio.

Caminho Português de Santiago

O mais percorrido Caminho Português de Santiago é o Caminho Central, que passa por Lisboa, Coimbra e o Porto. Está totalmente assinalado desde Lisboa com as inconfundíveis setas amarelas que marcam os Caminhos de Santiago e, por vezes, com uma vieira amarela sobre fundo azul, o símbolo oficial.

Mas em Portugal existem vários Caminhos de Santiago, sempre de sul para norte, já que Santiago de Compostela fica na Galiza, a 120 km da fronteira de Valença, ao norte de Portugal.

A sul de Lisboa o Caminho não está ainda sistematicamente assinalado, mas sabe-se que também era percorrido na Idade Média pelos peregrinos, nomeadamente desde o Cabo de S. Vicente até Santiago do Cacém, num troço que hoje é conhecido como o Caminho Histórico da Rota Vicentina. A Rota Vicentina faz parte da Grande Rota GR11/E9 que passa por Lisboa.

O Caminho Central passa pelas seguintes localidades (distâncias aproximadas):

De Lisboa a Santarém

1. Lisboa > Alhandra, 33km

Lisboa > Sacavém > Alpriate>Póvoa de Santa Iria > Alverca > Alhandra 

2. Alhandra > Azambuja, 24km

Alhandra > Vila Franca de Xira > Carregado > Vila Nova da Rainha > Azambuja 

3. Azambuja > Santarém, 32km

Azambuja > Aeródromo > Reguengo > Valada > Porto de Muge > Omnias > Santarém 

De Santarém a Tomar

4. Santarém > Golegã, 30,5 Km

Santarém > Vale Figueira > Pombalinho > Azinhaga (terra natal de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998) > Golegã

5. Golegã > Tomar, 22km

Golegã > S. Caetano (Quinta da Cardiga) > Vila Nova da Barquinha > Atalaia  > Grou > Asseiceira > Santa Cita > Tomar

De Tomar a Coimbra

6. Tomar > Alvaiázere, 32 km

Tomar > Ponte de Peniche > Casais > Soianda > Calvinos > Ponte de Ceras > Tojal > Cortiça > Feteiras > Alvaiázere

7. Alvaiázere > Rabaçal, 33km

Alvaiázere > Laranjeiras > Venda do Negro > Casal Soeiro > Ansião > Netos > Venda do Brasil > Santiago da Guarda > Alvorge > Ribeira Alcalamouque > Rabaçal

8. Rabaçal > Coimbra, 32km

Rabaçal > Zambujal > Fonte Coberta > Poço > Conímbriga > Orelhudo > Cernache >Palheira > Cruz de Marouços > Coimbra 

De Coimbra ao Porto

9. Coimbra > Mealhada, 23km

Coimbra > Adémia de Baixo > Trouxemil >  Adões> Sargento Mor > Santa Luzia > Lendiosa > Mealhada 

10. Mealhada > Águeda, 31km 

Mealhada > Sernadelo > Alpalhão > Aguim > Anadia > Arcos > Avelãs de Caminho > Aguada de Baixo > Águeda

11. Águeda > Albergaria-a-Velha, 19,5km

Águeda > Mourisca do Vouga > Serém de Cima > Albergaria-a-Velha 

12. Albergaria-a-Velha > Oliveira de Azeméis, 23km

Albergaria-a-Velha >  Albergaria-a-Nova > Pinheiro da Bemposta > Bemposta > Oliveira de Azeméis 

13. Oliveira de Azeméis > Grijó, 33,5 Km

Oliveira de Azeméis > Santiago de Riba-Ul > Cucujães > S. João da Madeira > Malaposta > Lourosa > Moselos > Grijó 

14. Grijó > Porto 23,5km

Grijó > Perosinho > Vila Nova de Gaia > Porto

Do Porto a Valença

15. Porto > São Pedro de Rates, 37 km 

Porto > Araújo > Maia > Vilar do Pinheiro > Mosteiró > Vilarinho > Ponte de Ave > São Miguel dos Arcos > São Pedro de Rates 

16. São Pedro de Rates > Barcelos, 17km

São Pedro de Rates > Pedra Furada/Goios > Pereira > Barcelinhos > Barcelos 

17. Barcelos > Ponte de Lima, 34km 

Barcelos > Vila Boa > São Pedro de Fins/Tamel > Ponte das Táboas > Outeiro > Grajal > Reborido > Vitorino dos Piães > Anta > Pedrosa > Ponte da Senhora das Neves > Ponte de Lima 

18. Ponte de Lima > Rubiães, 22Km 

Ponte de Lima > Arcozelo > Ponte da Geira > Ponte do Arco > Alto da Portela/Labruja > São Roque > Rubiães 

19. Rubiães > Valença, 17km Rubiães > São Bento da Porta Aberta > Gontomil > Fontoura > Paços > Pedreira > Tuído > Arão > Valença

Caminho Central Português

O Caminho Central Português coincide até Santarém com o Caminho do Tejo, de peregrinação a Fátima. Sai da Sé de Lisboa e segue à beira do Rio Tejo por Alverca, Vila Franca de Xira, Azambuja, Santarém, Golegã e Tomar, antiga sede dos Templários em Portugal. Daqui continua em direção a Coimbra, passando por Alvaiázere, Ansião e Rabaçal. Em Coimbra é imperioso visitar o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, já que aí se encontra o túmulo da Rainha Santa Isabel (séc. XIV), que peregrinou a Santiago e se fez sepultar com os símbolos da vieira, da cruz de Santiago e do bordão. Continuando para norte, o Caminho segue por Mealhada, Águeda, Albergaria-a-Velha, São João da Madeira, Grijó, até entrar no Porto, onde começam os Caminhos do Norte. 

Partindo igualmente de Lisboa, esta rota tinha uma variante que seguia junto ao mar, passando por Sintra, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Alcobaça, Batalha e Leiria, daí seguindo para Coimbra, onde se juntava ao grande Caminho Central. Hoje não está, porém, devidamente sinalizada, tal como os caminhos que na Idade Média partiam do Algarve.

Com fé de peregrino ou desejo de aventura e comunhão com a natureza, os Caminhos de Santiago são decerto uma boa sugestão para os adeptos de longas caminhadas.

Rota Carmelita

Partindo do Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, a Rota Carmelita é um convite para alcançar o Santuário de Fátima através de um percurso alternativo aos grandes eixos rodoviários, oferecendo ao caminhante/ciclista troços mais seguros e confortáveis.

Esta Rota é uma proposta de descoberta do território, de fruição paisagística e cultural, ao longo de um traçado de 111 km desenhados pelos concelhos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Penela, Ansião, Alvaiázere e Ourém.

A fauna e flora, as serranias e os cursos de água atravessados, oferecem no percurso cenários de grande riqueza natural.

As capelas que adornam o caminho, o contacto com as gentes, os espaços histórico-patrimoniais, as iguarias de abrir o apetite ou o saber-fazer tradicional que ainda prima por estas bandas… tudo são bons motivos para viver a Rota!

Sendo um caminho de inspiração carmelita, esta Rota é também um convite a percorrer quilómetros na evolução espiritual.

Para os crentes, é uma Rota que encontra na vida e obra da Irmã Lúcia a inspiração desta jornada.

Para todos, é um convite a fazer uma caminhada interior em comunhão com os elementos que nos rodeiam…

Faça aqui o download do Guia da Rota Carmelita.

Pequenas rotas e percursos pedestres interpretativos

Aconselhamos uma visita aos websites dos 100 municípios do Centro de Portugal, onde poderá encontrar sugestões de centenas de pequenas rotas (PR) e percursos interpretativos.

Sinta a calmaria das montanhas, viva as histórias das terras por onde passa. Os percursos pedestres do Centro de Portugal estão à sua espera.

Mas se prefere andar de bicicleta, temos mais sugestões para si. Ora espreite aqui!