Querido Pai Natal,

Este ano vai ser diferente. Desta vez não te vou pedir brinquedos. Vou pedir outra prenda. Quero que ofereças pensamentos. Estou a imaginar-te intrigado, por baixo dessas longas barbas brancas. Parece estranho, não parece? Confia em mim, continua a ler.

Como sabes, os meus pais vieram viver para o campo, bem no Centro de Portugal. Vieram em busca do sonho de uma vida mais feliz. Diziam que queriam viver dessa “coisa linda que se chama hospitalidade”. E conseguiram. Compraram esta quinta no meio da natureza, onde recebem hóspedes de todo o país e de todo o mundo. E todos os dias, vejo nas caras deles o quanto são felizes por recebê-los cá.

Mas este ano não tem sido só felicidade que eu vejo nos seus rostos. Eles tentam disfarçar, mas vejo que estão preocupados, como se esse sonho deles estivesse em risco.
Esta é a primeira prenda que te quero pedir: Que ofereças pensamentos aos hóspedes.

Ajuda-os a saber que a nossa quinta é segura, que os meus pais tiveram muitos cuidados para que eles possam vir cá e usufruir de tudo na mesma, em total segurança. E mesmo que não possam vir agora, comprem um voucher de alojamento para o próximo ano. Ajuda-os a compreender que vai saber tão bem na próxima primavera ou no próximo verão já terem tudo marcado e pago; vai ser só entrar no carro, chegar, relaxar e desfrutar de tudo o que temos aqui.

E há tanto para desfrutar aqui. Há um senhor que organiza passeios de jipe na serra; há uma senhora na aldeia mais próxima que conta histórias e lendas ao luar; há um rapaz que leva as pessoas a percorrer trilhos na floresta; há uma jovem mamã que organiza passeios de barco no lago; há um velhinho que nos traz mel, queijo, vinho e outros produtos da região para oferecermos aos nossos hóspedes. Há tanta gente com sonhos, tal como a minha família. E começo a perceber que, muitas vezes, esses sonhos cruzam-se. Estamos todos ligados, de uma forma ou de outra. Por isso, vou-te pedir mais prendas. Vou-te pedir mais pensamentos.

Pensamentos que ajudem as pessoas a perceber que, mesmo que não possam usufruir dessas experiências turísticas agora, podem comprar vales para usufruir delas para o ano. E, mais uma vez, elas ainda não sabem, mas vai ser tão satisfatório quando chegar esse dia ou essa noite e elas apenas se limitarem a aparecer. Ajuda-as a saber disso. Porque esses sonhos precisam de pessoas. Tanto hoje, como amanhã.

E também há sonhos nas cidades. Peço-te que me embrulhes pensamentos para lá também. Ajuda as famílias que vivem lá a descobrir o quão maravilhoso pode ser o plano de acordar bem cedo num sábado e percorrer um centro histórico a sentir o aconchego dos cachecóis e do gorro, de uma mão dada e do sol matinal. Até as máscaras podem ser divertidas, há lá ruas onde é possível comprá-las com cores e desenhos giros, até mesmo a imitar as tuas barbas.

Ajuda-as a perceber que há por lá tantos sítios para descobrir, tantas surpresas que desconhecem. Ajuda-os a conhecê-las. A dar aquele primeiro passo para ir conhecê-las. Eu acho que elas não sabem o quanto é fácil dar esse primeiro passo. E que ele nos leva sempre a um sítio único. Ajuda-as a saber que ao comprar as suas prendas de Natal nesses sítios únicos, estão a oferecer em dobro. E que prenda melhor do que aquela que ajuda a manter um sonho vivo, Pai Natal?

Nesses passeios de descoberta, sejam por ruas de cidades ou caminhos de aldeias, há atrações natalícias para ver. Ajuda-as a perceber que dá para as ver na mesma, mas de forma diferente, procurando sempre um recanto mais familiar. E se procurarmos bem, há sempre um cantinho só para nós. O aconchego é maior, o calor também. Ou, porque não, uma perspetiva diferente? Olhar para elas tranquilamente, observar todos os seus detalhes enquanto se bebe um chocolate quente numa esplanada.

E isso leva-me a pedir outra prenda. Ajuda as pessoas a compreender que há sonhos que nos alimentam. E que esse alimento é mútuo. Quando nos alimentamos, alimentamo-los a eles.  Dentro das portas de todos esses cafés e restaurantes, há sonhadores com a mesma expressão no rosto que a dos meus pais. Ajuda as pessoas a perceberem que têm o poder de a alterar. E que essa alteração é tão gratificante quanto fácil. Neste caso, basta aparecerem. Podem ficar na mesa do canto, na esplanada ou onde se sentirem mais confortáveis. E se, mesmo assim, sentirem algum tipo de desconforto, têm sempre a comodidade dessas duas palavrinhas em inglês cujo significado já aprendi: “take away”. Ajuda-os a perceber que, dessa forma, vão ter menos coisas para fazer em casa e vão ter mais tempo para brincar connosco.

Olha, é o que vamos fazer agora. Vamos ao café do Sr. Jaime buscar o almoço e, pelo caminho, vou deixar esta carta no marco dos correios. Espero que ela chegue até ti e que me consigas dar o que te pedi.
Tenho poucos anos, mas sei que estas prendas não são só para mim. Mas agradeço-te em nome de todos aqueles que as vão receber.

Muito obrigado!


Carta ao Pai Natal da Filha de um Empresário Turístico


Deixamos ainda um conjunto de sugestões de produtos e artigos produzidos na região que certamente vão contribuir para que o seu Natal seja ainda mais verdadeiro e tradicional. E ainda algumas das tradições e eventos mais emblemáticos do Centro de Portugal. Mantenha o espírito!



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