O concelho de Alcanena, pertencente ao distrito de Santarém, foi fundado a 8 de maio de 1914, sendo, atualmente, formado por sete freguesias (Bugalhos, Minde, Moitas Venda, Monsanto, Serra de Santo António e as Uniões de Freguesias de Alcanena e Vila Moreira e de Malhou, Louriceira e Espinheiro). Localiza-se na zona de transição entre o Maciço Calcário Estremenho e a Bacia Terciária do Tejo, caracterizada por solos férteis e significativos recursos hídricos, e onde se encaixa a Bacia Hidrográfica do Rio Alviela, a mais importante nascente cársica do país.
A origem da vila remonta, segundo alguns historiadores, à ocupação árabe da Península Ibérica, da qual terá herdado a toponímia e a fixação e desenvolvimento dos trabalhos de curtimenta de peles.
Terra de ideais republicanos, a sua história é, acima de tudo, a história dos curtumes, restando poucas dúvidas quanto à importância decisiva desta indústria para a sua afirmação como centro populacional expressivo, a partir do século XVII.
A maior parte do concelho está inserido no Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros, na zona de transição entre o Maciço Calcário Estremenho e a Bacia Terciária do Tejo, permitindo bonitas e singulares paisagens, mágicas grutas e interessantes cursos de água subterrâneos. Aqui, encaixa-se a Bacia Hidrográfica do Rio Alviela, a mais importante nascente cársica do país.
A Gastronomia da zona tem as suas raízes Ribatejanas e Serranas, com relevo para os queijos da serra de Aire, o mel de alecrim e rosmaninho, a famosa morcela de arroz, o cabrito assado, a carne-de-vinha-d’alhos, e claro, a doçaria típica feita com os produtos da região, como os bolinhos de amêndoa, as broas de mel e o arroz doce.
No artesanto, destacam-se, claro, produtos em pele, as mantas e almofadas de retalhos, as famosas mantas de Minde, os bonecos de trapos e variados trabalhos em bunho.