Em Estarreja perdemo-nos no Baixo Vouga Lagunar. Cruzamos campos de arroz, sapais, juncais e caniçais e redescobrimos tradições antigas que perduram no tempo como a construção naval ou a tecelagem; ouvimos o som de aves – algumas raras no país como a imponente Garça-branca-grande de plumagem branca e bico comprido e amarelo. E porque Estarreja é considerado um paraíso para birdwatchers deixamo-nos surpreender pela beleza paisagística única que se perde em voos planados pelos campos de “Bocage”. Percorremos as ruas da cidade à descoberta da Arte Nova enquanto nos deslumbramos com a Arte Urbana que dá vida, cor e harmonia às ruas, às paredes, às casas, aos muros por onde passamos. Há um “museu a céu aberto” a ser visitado. Sentimos o ritmo quente do samba e somos contagiados pela folia, pelo espetáculo de alegria, de ritmo e de cor do Entrudo Estarrejense. Provamos produtos frescos locais, sentamo-nos no verde dos jardins do Parque Municipal do Antuã e contemplamos o Rio. Espreitamos a casa que viu nascer o único Prémio Nobel português da área das ciências, Egas Moniz, pela descoberta da leucotomia pré-frontal. Pisamos a terra e os caminhos da Quinta do Marinheiro, outrora percorridos pelo médico investigador que arrecadou, em 1949, o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina, e usufruímos do contacto com a natureza. Morremos de amor pela história de D. Marieta Solheiro Madureira e o Dr. António Madureira e recuamos no tempo através do espólio da Casa-Museu. Entramos em igrejas e capelas com diferentes estilos arquitetónicos e viajamos entre o Barroco e o Maneirismo. Respiramos cultura no Cine Teatro. Os projetores estão sempre acessos e nas tábuas do palco, que guardam memórias, assistimos a bons espetáculos nacionais, internacionais e dos agentes culturais, educativos e criativos do concelho.
Estarreja é natureza, cultura, saberes e sabores!”