Situado em Penalva do Castelo, no Dão, região do centro-norte de Portugal conhecida pela produção de vinhos tintos elegantes e minerais, João Tavares de Pina orgulha-se dos seus vinhos. A casa da família, do século 18, é cercada por seus vinhedos de manutenção orgânica, onde a distância do Atlântico e o abrigo das montanhas de granito próximas permitem invernos amenos e verões moderados. As vinhas, situadas a uma altitude de 550 metros, são uma combinação de solos profundos de granito, argila e xisto que são ideais para as suas apreciadas Jaen (Mencía), Touriga Nacional e a rara Pinheira (Rufete).

As vinhas estão rodeadas por florestas de carvalhos e eucaliptos, e João trabalha muito para manter a biodiversidade natural que inclui camomila, trevo, serradela, relva, alfazema e flores silvestres. É aqui que procura criar vinhos de grande intensidade, expressão, mineralidade e requinte, na esperança de corresponder ao ditado do século XIX de que o Dão é a “Borgonha do Sul”.

O João dirá que para fazer vinho só precisa de uva, água para limpar o seu equipamento e um toque de enxofre no engarrafamento. Raramente usa produtos na vinha e, quando o faz, só usa tratamentos orgânicos tópicos. No mundo de hoje, isso é o mínimo possível. João não segue uma tendência natural de vinhos. É assim que ele e seu pai sempre fizeram.