Viseu Dão Lafões / Viseu

Rede Artéria estreia novo espetáculo em Viseu

Uma criação que convida espetadores a entrar em casas de habitantes da região para ouvir histórias à beira do fogo

No próximo dia 8 de fevereiro, a Rede Artéria e o Município de Viseu estreiam um novo espetáculo: Borralho – Festival de Inverno para Pequenas Peças à Beira do Fogo. Uma criação do Teatro Experimental do Porto que, depois de percorrer três freguesias de Viseu, será apresentada, em março, na Figueira da Foz, Coimbra e Tábua.

A Rede Artéria e o Município de Viseu anunciam a estreia de Borralho – Festival de Inverno para Pequenas Peças à Beira do Fogo, uma criação original do Teatro Experimental do Porto (TEP), com encenação de Gonçalo Amorim. Trata-se de um espetáculo itinerante que vai convidar os espetadores a entrar em casas de habitantes da região para ouvir histórias à beira do fogo. Uma oportunidade de, através do teatro, partir à descoberta do território e identidade de Viseu.

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Borralho – Festival de Inverno para Pequenas Peças à Beira do Fogo será apresentado em três freguesias de Viseu: Bairro Municipal, dias 8 e 9 de fevereiro; Várzea de Calde, dia 16 de fevereiro, e Aval e Silgueiros de Bodiosa, no dia 23 de fevereiro. Todas as apresentações, com início às 21 horas, são de entrada gratuita, sendo a reserva de lugar obrigatória, devido às limitações da lotação, para cultura@cmviseu.pt ou 232 426 745.

A Rede ARTÉRIA é um projeto de intervenção sócio-cultural, com coordenação artística do Teatrão e académica do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que articula uma componente de programação cultural, criação, artística, acompanhamento científico e participação comunitária. Desde 2018, a Rede Artéria, cofinanciado pelo Centro 2020 – Programa Operacional Regional do Centro,  tem promovido a criação e circulação de espetáculos em oito concelhos da Região Centro – Belmonte, Coimbra, Figueira da Foz, Fundão, Guarda, Ourém, Tábua e Viseu. A Rede junta artistas convidados a trabalhar nos contextos de cada um desses locais com os municípios, instituições académicas, agentes e estruturas sociais / culturais.

Rede Artéria em Viseu
Do levantamento antecipadamente feito pel’O Teatrão no concelho de Viseu, Gonçalo Amorim assinalou a identificação de algumas ideias que se cruzam com o trabalho do TEP: descentralização; trabalho com profissionais, amadores e escolas; a relação com profissionais vindos de fora do concelho. Da vontade de ajustar esses princípios a um outro ponto indicado nas pesquisas prévias que indicava a necessidade de promover actividades culturais, fora das  época altas, e, em particular, no Inverno,”surgiu a vontade de trabalhar “a importância dos serões da aldeia, nas regiões mais frias do país, de quais os trabalhos pensados para o Inverno: a poda da vinha, o fiar do linho, o contar das histórias ao borralho, a leitura do borda d’água, o preparar o que aí vem…”

Como poderia ser interessante, convidar habitantes da região a abrir as suas casas para que se contassem histórias à beira do fogo?
Em Borralho – Festival de Inverno para Pequenas Peças à Beira do Fogo, o TEP adaptou a história do regresso de Ulisses à região de Viseu, misturando a ficção e o mito gregos com factos históricos e casos pessoais, que vão da emigração à guerra, dando origem a seis personagens contemporâneas, mas evocativas das personagens gregas. Serão essas personagens que vão receber os espetadores na própria casa, nos espaços autênticos dos  moradores, que serão transformados para imaginar como seria esta história, se tivesse acontecido em Viseu.

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Artistas amadores e profissionais que se juntam à estrutura do TEP
Para lá de Gonçalo Amorim, que concebeu este projeto e encena o espetáculo, Jorge Louraço é o autor do texto e dramaturgia, a direção de autores e assistência de encenação é de João Miguel Mota, e Catarina Barros e Ana Bento são as responsáveis pela realização plástica e direção musical, respetivamente.
À atriz Sónia Barbosa que foi convidada pelo TEP para participar no espetáculo, juntam-se dez atores escolhidos em audições feitas precisamente para este projeto, destes mais de metade são de Viseu: Bárbara Soares, Diana Narciso, Emanuel Santos, Hugo Inácio, João Figueiredo, Lara Cyndi, Pedro Catalarrana, Ricardo Augusto, Roberto Terra e Sandra Correia. Em cada um dos locais escolhidos onde o espetáculo vai ser apresentado juntam-se os membros sua comunidade que vão receber o público nos seus borralhos.

Os espetadores, nas palavras do encenador, vão ser convidados “a andar, a circular, passando por ambientes rituais, outros animalescos e primitivos, outros etéreos e políticos. Momentos mais íntimos, outros públicos. Tentaremos parar o  tempo, dilatá-lo, dando-lhe ancestralidade, mas também aprimorando os sentidos, para que possamos olhar, cheirar, sentir, para que a velocidade dos nossos dias não nos impeça de sentir empatia pelo outro, escutar o outro. Para que tomemos em mãos o nosso destino, em conjunto.”

Itinerância do espetáculo por outras localidades da Rede Artéria
Borralho – Festival de Inverno para Pequenas Peças à Beira do Fogo será depois apresentado em três localidades da Rede Artéria: Figueira da Foz (2 de março); Coimbra (9 de março) e Tábua (23 de março). A entrada é gratuita.

SINOPSE
Odisseia não é só de Ulisses: Penélope, Telémaco, Eumeu, Melântio, Euricleia e a própria deusa Atena também fazem parte da história, entre outras personagens da Grécia antiga. E não é só de Homero, mas de todos os que leram e releram os seus versos. Em Borralho – Festival de Inverno para Pequenas Peças à Beira do Fogo, o TEP adaptou a história do regresso de Ulisses à região de Viseu, misturando a ficção e o mito gregos com factos históricos e casos pessoais, que vão da emigração à guerra, dando origem a seis personagens contemporâneas, mas evocativas das personagens gregas. Estas personagens mistas vão receber os espectadores na própria casa, nos espaços autênticos dos  moradores do Bairro Municipal de Viseu, da Várzea de Calde, de Aval e de Silgueiros de Bodiosa, que serão transformados para imaginar como seria esta história, se tivesse acontecido em Viseu.
Conceção e Encenação Gonçalo Amorim
Texto e Dramaturgia Jorge Louraço
Direção de atores e Assistência de encenação João Miguel Mota
Realização Plástica Catarina Barros
Sonoplastia e Direção Musical Ana Bento
Direção de Produção Teresa Leal
Produção  Joana Mesquita
Direção Técnica Cristóvão Cunha
ELENCO

Pequenas Peças

Atena | Sónia Barbosa
Penélope | Bárbara Soares
Euricleia | Roberto Terra
Melântio | Hugo Inácio
Eumeu | Ricardo Augusto
Nausícaa | Diana Narciso

Coro Ana Bento, Bárbara Soares, Diana Narciso, Emanuel Santos, Hugo Inácio, João Figueiredo, Lara Cyndi, Pedro Catalarrana, Ricardo Augusto, Roberto Terra, Sandra Correia, Sónia Barbosa

Duração 100 min. Classificação etária M/12
O TEP é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto, e apoiado pela Câmara Municipal do Porto.

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