No reinado de D. José I, as vilas de Aveiro, Penafiel, Castelo Branco e Pinhel foram elevadas à categoria de Cidade Episcopal (Pinhel a 25 de agosto de 1770).

A excessiva extensão dos bispados de Lamego e Viseu, que administravam eclesiasticamente a maior parte da província da Beira e as reformas empreendidas pelas políticas pombalinas, foram duas das razões que levaram D. José I a solicitar ao papa a criação do novo bispado.

A diocese de Pinhel viria a ser criada pelo papa Clemente XIV, em decreto apostólico datado de julho de 1770 e a Sé instalada na Igreja de São Salvador, passando posteriormente para a Igreja de S. Luís.

O contexto político da altura e as divergências com a Câmara Municipal impediram a afirmação da diocese de Pinhel ao ponto de a autarquia bloquear a construção da Sé-Catedral. Apesar da conjuntura desfavorável foi mandado construir, pelo terceiro bispo de Pinhel, D. António Pinto Mendonça Arrais, o Paço Episcopal que atualmente funciona como Casa da Cultura.

Nos inícios do século XIX era ainda muito precária a vida de muitas dioceses atingidas pelas invasões francesas. Os casos mais flagrantes diziam respeito aos bispados da Guarda, Pinhel e Castelo Branco, onde havia muitas casas para reconstruir e muitas terras ao abandono.

A par de todas estas situações, as políticas dos governos setembristas, pouco dadas à aristocracia religiosa, e os fracos rendimentos de algumas dioceses fizeram com que a Santa Sé não nomeasse bispos substitutos à medida que os seus titulares morriam ou deixavam de exercer o núnus.

Assim aconteceu com o bispado de Pinhel que teve como último bispo D. Leandro de Sousa Brandão.

A bula papal de Leão XIII, de 30 de setembro de 1881 estabeleceu a extinção das Dioceses de Pinhel, Aveiro, Castelo Branco e Leiria (algumas delas entretanto reativadas).

2020 é portanto um ano de exceção para Pinhel.

Dois séculos e meio que representam a história mais recente de um território cuja ocupação humana remonta ao Paleolítico (como atestam as gravuras e pinturas rupestres da Faia, no concelho de Pinhel, classificadas como Património Mundial pela UNESCO).

250 anos de história que assinalamos este ano (…)