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Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (Coimbra)

O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, está disponível para ser convertido num empreendimento turístico ao abrigo do Programa Revive, do Turismo de Portugal.

Este programa tem como objetivo a atribuição dos direitos de exploração a património público devoluto, procedendo à sua requalificação e valorização, promovendo a atratividade e o desenvolvimento regional e local, através de novas utilizações para fins turísticos.

O imóvel, com significativo valor histórico e patrimonial, foi contruído no século XVII para substituir o antigo mosteiro medieval de Santa Clara-a-Velha, que era alvo de frequentes inundações do rio Mondego, tornando-se insustentável a vivência naquele local.

Foi em 1649 que o rei D. João IV decidiu avançar com a construção de um novo mosteiro, também na margem esquerda do mondego, mas numa zona mais alta, a salvo das cheias.

O mosteiro funcionou como comunidade religiosa durante dois séculos, até à morte da última freira, em 1891. Em 1910 foi classificado como Monumento Nacional e, nesse mesmo ano, uma significativa parte dos seus edifícios e terrenos foram cedidas ao exército português, tendo assim permanecido até 2006.

Em 2017 passou a ser o palco da Anozero – Bienal de Coimbra, uma iniciativa do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, organizada com a Câmara Municipal de Coimbra e a Universidade de Coimbra, que propõe um confronto entre arte contemporânea e património, explorando os riscos e as múltiplas possibilidades associadas a este património cultural.

Oportunidade de investimento

Publicado em Diário da República no dia 27 de fevereiro do presente ano, o concurso público para a concessão de exploração do imóvel, com vista à realização de infraestruturas e posterior exploração para fins turísticos como estabelecimento hoteleiro, está aberto até 31 de maio.

O Apoio ao Investimento Turístico do Turismo Centro de Portugal visitou o local e efetuou um amplo levantamento fotográfico do imóvel e das suas áreas interiores e exteriores, de forma a ilustrar o seu potencial enquanto oportunidade de investimento.

O conjunto edificado é constituído pelas dependências monacais (em que sobressai o refeitório com paredes forradas a azulejos da época, bancos corridos e púlpito), pelas construções anexas (duas capelas e outras edificações militares mais recentes, implantadas na área da cerca) e igreja e museu (excluídos do âmbito deste programa de valorização do património).

O mosteiro, de características arquitetónicas maneiristas, tem planta quadrangular irregular, prolongada por duas alas definindo um eixo N-S, com dois pisos (mais um nos torreões), originando no interior extensos corredores abobadados com pé-direito elevado, confinantes com duas fileiras de celas contíguas, de grandes proporções, com janelas altas no piso térreo (a que se acede por degraus) e janelas pouco elevadas do chão no andar superior. No exterior existe um grande terreiro fronteiro de acesso, com excelente panorâmica sobre Coimbra e o rio Mondego, e, a tardoz, um enorme terreno murado (cerca) com árvores de grande porte, podendo vir a ser transformado em jardim.

A área a afetar a uso turístico é a totalidade do imóvel, com exceção da Igreja e do Museu.

  • Duração da concessão: 50 (cinquenta) anos
  • Renda mínima anual: € 18 828,00
  • Área total de construção: 12 931,50 m2

As candidaturas estão abertas até 31 de maio. Aceda aqui a toda a documentação.

Mais informações em https://revive.turismodeportugal.pt.