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Nesta rubrica de reportagens são retratados espaços que estão presentemente abandonados ou devolutos e que reúnem características que os dotam de potencial para um investimento turístico.
São espaços despidos de vida, mas que guardam histórias e/ou memórias de quotidianos de outrora e que possuem valências a nível patrimonial, arquitetónico, cultural ou paisagístico, passiveis de requalificação e potencialização. Em alguns casos, estes imóveis escondem um passado auspicioso, que é contextualizado com a decadência do presente e o ponto de interrogação promissor que envolve o seu futuro.
A rubrica visa dar a conhecer e promover novas oportunidades de investimento no sector turístico da Região Centro de Portugal.

Antigo posto fiscal de Monte Fidalgo
12 Outubro 2020

O posto fiscal das memórias não declaradas

No topo do Monte Fidalgo erguem-se as ruínas de um antigo posto fiscal. Durante décadas, homens passaram lá dias e noites a patrulhar a fronteira líquida do Tejo Internacional, em busca de contrabandistas. Hoje, é um edifício abandonado, com janelas sem vidros que se abrem para uma paisagem de cortar a respiração. E é também uma oportunidade de investimento, ao abrigo do programa Revive Natura. Visitámo-lo na companhia de Lídia Moura, de 86 anos, esposa de um dos guardas-fiscais que fizeram daquele posto o seu quotidiano, a sua vida. Testemunhamos a idílica envolvência natural, a vista inacreditável e o vasto potencial à disposição de um espírito empreendedor. E descobrimos que as estas paredes escondem um legado cheio de histórias e memórias.

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