Acompanhe-nos numa viagem fantástica através do património tão rico e diverso do Centro de Portugal. Descubra locais património da Humanidade, classificados pela Unesco, cenários que encerram uma história única e um encanto muito especial!

Passear pelo Centro de Portugal leva-nos a reviver tradições do passado através de festividades locais; a recordar a formação do Reino ao lado de D. Afonso Henriques, como se o tivéssemos conhecido e presenciado, a entrar em aldeias, vilas e castelos medievais situados no alto de colinas, com uma vista incrível sobre rios e serras onde apenas se ouve o chilrear dos pássaros e se coze o pão no forno comunitário.

Aldeias de Contos de fada

Em redor do maciço central da Serra da Estrela, as 9 Aldeias de Montanha; envoltas pelas serras da Lousã e do Açor, pelos rios Tejo e Zêzere, as 27 Aldeias do Xisto e, nas Beiras, as 12 Aldeias Históricas, cada uma diferente da outra, convidam-no a uma passagem rural e ao mesmo tempo romântica pela região, com direito a pernoita e gastronomia regional.

Saiba mais sobre estas aldeias, clicando nos links abaixo:

Aldeias de Montanha

Rodeadas por vales, são aldeias onde a natureza é sentida de uma forma especial e única, em qualquer época do ano.

Aldeias dos Concelhos de Seia, Manteigas, Covilhã, Fundão, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Celorico da Beira e Oliveira de Hospital uniram-se para dar lugar a uma Rede de Aldeias de Montanha que abrange mais de 100 km.

Lapa dos Dinheiros, Seia

Aldeias de Xisto

São 27 as aldeias do Xisto para descobrir, doze delas na zona da Serra da Lousãcinco na Serra do Açor, seis a acompanhar o rio Zêzere e quatro junto ao Tejo-Ocreza. Tudo em território do Centro de Portugal, entre o litoral e o interior do país.

Talasnal, Aldeia de Xisto

Aldeias Históricas de Portugal

As Aldeias Históricas despertam sentidos. emoções e memórias. Todas diferentes, todas encantadoras, todas à espera que as descubra.

Monsanto, Aldeia Histórica de Portugal

No Centro do Património Histórico-Cultural

O património histórico-cultural é um dos mais falados e está por todo o lado, sejam castelos como o de Almourol no meio do rio Tejo, fortes, casas-museu e museus, pontes, moinhos, estações arqueológicas, pelourinhos, edifícios públicos, chafarizes, torres, painéis de azulejo, jardins, solares e universidades, como pontos de interesse originais ou já restaurados que apaixonam os visitantes.

Castelo de Almourol, Vila Nova da Barquinha

Lugares Património Mundial do Centro de Portugal

O Centro de Portugal, maior e mais diversa região turística nacional, é o centro de um país verdadeiramente excecional. Um Centro que tem não um, nem dois, nem tão pouco três, mas sim quatro fabulosos Lugares Património da Humanidade.


E, apesar de aparentemente contraditório, falar da centralidade no nosso país é, obrigatoriamente, falar de mar e extensos areais. É falar da serra mais alta e da mais pequena, mas autêntica aldeia, onde o tempo se encarrega de manter a beleza inalterada e as hábeis mãos de seus artesãos dão vida a peças únicas, ecos do passado. É falar de fartas mesas, bem postas e bem servidas, que reúnem em si a mais tradicional gastronomia, e em seu redor boas e prolongadas conversas, sobretudo se acompanhadas pelo bom vinho que aqui se produz.


Alcobaça, Batalha, Coimbra e Tomar surgem inevitavelmente ligadas pela proximidade, mas também pela centralidade que se quer ampliada por uma rede de monumentos, de memórias e de histórias. E de pessoas, claro. Essas, que mantêm vivas as tradições locais, que contam e recontam as estórias e as lendas que fazem do Mosteiro de Alcobaça, da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, do Mosteiro da Batalha e do Convento de Cristo em Tomar, destinos ainda mais mágicos.


Distando entre si, menos de meia hora na sua maior proximidade, e pouco mais de uma hora na sua maior distância, estes lugares Património da Humanidade não se sobrepõem, nem no mapa nem nas vivências e experiências que oferecem, tão diferentes entre si, como inesquecíveis e arrebatadoras. 

Mosteiro de Alcobaça

Mosteiro de Alcobaça

É na Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça que repousa o amor entre D. Pedro e D. Inês de Castro. A história deste monumento, contudo, começou bem antes – dez anos após a fundação do país – e por isso é, assim, o mais antigo dos quatro Lugares Património Mundial do Centro de Portugal.

Reconhecido pela UNESCO desde 1989, o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça põe à disposição de toda a Humanidade valores como a grandeza, a pureza, a beleza e, claro, o amor eterno, do qual são símbolo os túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro.
Mas a importância do Mosteiro de Alcobaça transcende esta trágica história de amor já que, em 1153 – apenas dez anos depois da fundação do país -, D. Afonso Henriques atribuiu à Ordem de Cister um território de cerca de 44 mil hectares, tornando-se esta abadia numa das mais relevantes sedes culturais, religiosas e ideológicas no território português.

Reprensentando um dos mais bem preservados conjuntos monumentais da arquitetura gótica cisterciense no mundo, destacam-se, neste complexo, a longa Igreja, de aproximadamente cem metros, o claustro, a sala do Capítulo, o dormitório, a sala dos monges, o refeitório e a célebre cozinha do século XVIII. Todas as infraestruturas hidráulicas e edifícios monásticos medievais que aqui encontramos são testemunhos e resultados de diversos períodos significativos da história da humanidade.

Mosteiro da Batalha

Mosteiro da Batalha

Considerado Património da Humanidade desde 1983, o Mosteiro da Batalha, então conhecido e erigido como Convento de Santa Maria da Vitória, é uma prova de devoção e de gratidão do rei D. João I pela vitória na Batalha de Aljubarrota e independência nacional ali alcançada.

Sendo o Mosteiro da Batalha uma montra exímia e bem conservada do cruzamento de influências e genialidades técnicas, arquitetónicas e artísticas irrefutáveis, e portanto, prova do génio criativo da Humanidade, este foi considerado Património da UNESCO em 1983.

É símbolo de gratidão eterna do rei D. João I pela vitória de emancipação e independência de Portugal na Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385, travada ao lado do grande estratega e comandante das tropas portuguesas, D. Nuno Álvares Pereira, Santo Condestável. É também sinónimo de devoção à Virgem Maria e reconhecimento ao génio divino que os acompanhou durante tamanho feito.

O esplendor do gótico e do manuelino aqui presente é avassalador na sua escala e surpreendente nos seus detalhes, ajudando a tornar perene e eterna a grandeza de um governante que se quis imortalizar, no Convento de Santa Maria da Vitória, agora conhecido por Mosteiro da Batalha.

Universidade de Coimbra, Alta e Sofia

Universidade de Coimbra

Sete séculos é muito tempo para dar provas de valor. A Universidade de Coimbra, a Alta e Sofia fizeram-no de forma exímia pela formação e transmissão do saber, do conhecimento e da língua portuguesa e pela incorporação das influências culturais, artísticas e ideológicas de um mundo criado pelo pioneirismo dos Descobrimentos portugueses.

Ao longo dos seus sete séculos de história, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia desempenhou um papel absolutamente indiscutível de centro de produção e transmissão do saber numa área geográfica que abrange quatro continentes – a do antigo Império português – recebendo e difundindo conhecimento nas áreas das artes, das ciências, do direito, da arquitetura, do urbanismo e da paisagem.

À medida que as reformas ideológicas e culturais se iam fazendo sentir, o património arquitetónico da cidade foi-se deixando influenciar e desempenhou um papel único na constituição e unidade de outro património da humanidade: a língua portuguesa. Expandiu-se a norma culta da língua. Consagrou-se como importante oficina literária e motor de novas ideias.

Neste caso tão particular como monumental, que integra a Lista de Património Mundial da UNESCO desde junho de 2013, importa valorizar não só o Pátio das Escolas, o coração da Universidade com a Torre da Cabra a marcar orgulhosamente o horizonte, mas também a Rua da Sofia e os seus colégios, onde a história da Universidade começou a ser escrita, expandindo-se depois até à Alta de Coimbra.

Convento de Cristo de Tomar

Convento de Cristo, Tomar

Além de ser um dos maiores conjuntos monumentais da arquitetura peninsular e europeia, o Convento de Cristo em Tomar – que inclui também o Castelo Templário e a Mata dos Sete Montes – tem uma vocação eminentemente universal graças à síntese entre o mundo medieval europeu e o oriente que, pela primeira vez, ia chegando ao velho mundo.

Se falássemos apenas do Convento de Cristo quando falamos deste lugar Património da Humanidade já falaríamos de muito. O seu valor é ainda reforçado quando acrescentamos o Castelo Templário e a Mata dos Sete Montes, uma antiga Cerca Conventual, que no seu todo perfazem um dos maiores conjuntos monumentais da arquitetura peninsular e europeia, no espaço, com cerca de 45 hectares, e no tempo, com sete séculos de construção.
Percorrendo os seus sete claustros e as inúmeras dependências monásticas, identificamos um vasto reportório estilístico sintetizado ao longo dos vários séculos da sua construção. Mas é ao encontrar a Charola dos Templários e a Janela Manuelina da Sala do Capítulo que testemunhamos os primeiros contactos entre o mundo ocidental europeu e o oriente, e que justificaram a classificação deste lugar, em 1983, como Património da Humanidade pela UNESCO.

Inspire-se com a nossa proposta de um roteiro de 3 dias pelo Património Mundial do Centro de Portugal.

Património Religioso

O património religioso é-lhe equivalente. Começando pelo Santuário de Fátima, onde se crê que a Virgem Maria apareceu aos três pastorinhos, passando aos mosteiros, alguns considerados Património Mundial pela UNESCO, conventos onde já viveram diferentes ordens religiosas, incluindo os Templários, igrejas em talha dourada e outros detalhes que nos recebem de braços abertos.

Capelas, ermidas e os muitos caminhos que se cruzam connosco e nos levam a Santiago de Compostela são algumas das referências da região. Sem nunca esquecer as sinagogas, onde a comunidade judaica, que encontrou aqui refúgio, se reunia para orar, conviver e estudar, sendo a grande referência, a aldeia histórica de Belmonte.

Todo este património é embelezado pela natureza, de norte a sul, pelas lendas, pela simpatia das pessoas que habitam estes locais e pelas atividades de lazer que permitem realizar.

Rota Altares Marianos

Portugal é um país de devoção Mariana, e este é um percurso movido pela calma, a fé e a tranquilidade pelos caminhos de Maria, onde poderá conhecer e visitar locais inteiramente dedicados ao culto de Nossa Senhora.

Santuário de Fátima, Ourém

Caminhos de Santiago

Muitos são os caminhos que vão dar a Santiago de Compostela, e muitos também são os milhares de peregrinos que percorrem estes caminhos de Santiago, uma rota de especial devoção que culmina na Catedral de Santiago de Compostela, uma experiência verdadeiramente única.

Caminhos de Santiago

Rota das Judiarias

A presença judaica em Portugal antecede a fundação da nacionalidade portuguesa. Hoje, a Rota das Judiarias abre-lhe a porta para a fascinante história desta comunidade em solo português. Conheça-o connosco.

Museu Judaico de Belmonte

Rota Carmelita

Esta Rota, que encontra na vida e obra da Irmã Lúcia a inspiração desta jornada é uma proposta de descoberta do território, de fruição paisagística e cultural, ao longo de um traçado de 111 km desenhados pelos concelhos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Penela, Ansião, Alvaiázere e Ourém. É, para além de tudo, uma caminhada de espiritualidade que o convida a descobrir um pouco mais do seu interior.

Caminhos de Fátima

Rota dos Templários

Inspirada pelos mistérios da história dos Cavaleiros da Ordem do Templo, organização fundada na Idade média com propósito de proteger os cristãos nas peregrinações, e pela sua simbologia plena de mensagens ocultas, deixe-se levar e faça uma viagem à descoberta dos tesouros Templários no Centro de Portugal.

Representação Histórica dos Cavaleiros da Ordem do Templo, Convento de Cristo, Tomar

Rotas Históricas

Rede dos Castelos e Muralhas do Mondego

Existe uma Rede de Castelos e Muralhas do Mondego que visa dar a conhecer o vasto património medieval dos concelhos de Coimbra (Torre de Almedina), Figueira da Foz (Torre e Forte de Buarcos), Lousã, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Penela, Pombal e Soure (castelo este erguido numa zona plana, o que raramente acontece). As suas estruturas de fortificação foram fronteiras peninsulares e religiosas.

Este vasto e irregular território agora pacificado, contribui para agradáveis passeios através da História de defesa do país.

Castelo da Lousã

Mapa-Roteiro das Invasões Francesas na Região de Coimbra

O roteiro especifica diversos momentos, como saques e confrontos com as tropas portuguesas e inglesas, e ainda a Batalha do Bussaco, o confronto que opôs cerca de 65 mil franceses a 50 mil luso-ingleses e que terminou com o exército francês obrigado a contornar a serra na sua caminhada para Lisboa, onde não chegou após não ter conseguido ultrapassar as linhas defensivas de Torres Vedras.

Bussaco

Rota Histórica das Linhas de Torres

Com mais de 200 anos de história, as Linhas de Torres Vedras representam a luta de Portugal pela soberania, no início do século XIX, quando ocorreram as Guerras Napoleónicas. A Rota das Linhas de Torres Vedras, com sede em Sobral de Monte Agraço, pode fazer-se de carro ou por pequenos percursos a pé ou de bicicleta que passam por vários pontos de interesse militar, religioso, natural, arqueológico e cultural, como os moinhos de vento que serviram de postos de vigia avançados. Poderá escolher entre diversos percursos.

Moinho, Torres Vedras

É esta a riqueza e diversidade do património de uma região que aguarda por si!