Em comunhão com a natureza e as raízes familiares, Janeiro de Cima enche-se de gente aos fins de semana e nas férias. No verão, fazem-se piqueniques no pinhal ou aproveita-se a frescura da água no Parque Fluvial. Aqui as tradições revivem-se em saberes e artes que nunca se esquecem e que renascem pelas mãos dos dias presentes.
À beira do Zêzere grita-se “Ó da barca!” para fazer a travessia do rio. Era assim que antigamente se uniam as gentes e o comércio das duas margens e hoje é ainda possível fazê-lo num passeio rio acima. Na Casa das Tecedeiras ouve-se a orquestra dos teares do linho em sinfonia de fios de cor. Nos muros e paredes, entre o xisto castanho, sobressaem alvos seixos rolados que são a impressão digital desta Aldeia. Ao Sol do fim da tarde esta arquitetura singular feita de pedras do rio confere uma tonalidade avermelhada, única, às paredes das casas.
Aproveite para descobrir parte do traçado da Grande Rota do Zêzere – GR33.