Situado a Norte de Torres Vedras, o Forte de São Vicente integra o conjunto fortificado das Linhas de Torres Vedras, o anel de defesa de Lisboa face às invasões francesas.
No início do século XIX Napoleão Bonaparte entrou em conflito com Inglaterra e invadiu diversos países europeus, tentando impor um bloqueio continental, com o qual pretendia isolar e paralisar o inimigo. Portugal, que sempre foi aliado de Inglaterra, desafiou o bloqueio. Em consequência, as tropas francesas invadiram Portugal e a família real partiu para o Brasil, sob orientação do inglês Arthur Wellesley, que ficou provisoriamente a governar o país.
Inspirado nos trabalhos de José Maria das Neves, Arthur Wellesley enviou, a 20 de outubro de 1809, um Memorando a Richard Fletcher, mandando construir secretamente um conjunto de fortificações constituído por três linhas com um total de 152 redutos e 600 peças de artilharia e um sistema de comunicações com postos de sinais.
É na primeira linha que se integra o Forte de São Vicente que compreende um conjunto de três redutos envolvidos por um muro com cerca de 1500 metros de extensão. Era um dos pontos mais fortificados das “Linhas de Torres Vedras”, continha 39 bocas-de-fogo e capacidade para 2200 homens e, juntamente com o Castelo, que continha 11 bocas-de-fogo, constituíam os dois redutos da vila.
É monumento classificado pelo Decreto n.º 47 508; DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 ZEP e Portaria n.º 715/77, DR, I Série, n.º 268, de 19-11-1977