O Mosteiro de Santa Maria de Seiça é o resultado de vários séculos de transformações e adaptações.

Fundado na Idade Média, recebeu carta de couto de D. Afonso Henriques em 1175 e integrou uma rede de instituições monásticas que moldou a paisagem medieval portuguesa e contribuiu para afirmação da influência da Igreja.

Em 1195, D. Sancho I doou este mosteiro à Abadia de Alcobaça, integrando-o na Ordem de Cister, após um breve período de observância beneditina. Foi enquanto mosteiro cisterciense que Seiça consolidou a sua identidade e desenvolveu grande parte da sua história, afirmando-se como centro de vida religiosa e de administração de um vasto domínio rural. A extinção das ordens religiosas, em 1834, ditou o fim da vida monástica.

A história de Seiça, contudo, não terminou com o abandono da sua função religiosa. Depois de vendido a particulares, o conjunto foi adaptado a fábrica de descasque de arroz, atividade que ali funcionou entre 1917 e 1971. As rotinas da vida monástica deram lugar às dinâmicas da atividade fabril.

Reabilitado e classificado como Monumento Nacional desde 2023, o Mosteiro de Seiça assume-se hoje como lugar de memória, cultura e encontro, onde o passado dialoga com o presente, inclusive através de uma programação cultural regular e diversificada. Sendo um dos mais emblemáticos monumentos da Figueira da Foz, constitui assim uma referência incontornável do património histórico e arquitetónico do concelho e afirma-se enquanto espaço vivo de fruição cultural e ponto de visita obrigatório para quem deseja conhecer a sua história.

Créditos fotográficos: Luís Ferreira – Image & Concept

Horário de Funcionamento:

Quarta-feira a domingo: 10h30-12h30 | 14h00-18h00*
* “O acesso de visitantes só poderá efetuar-se até 30 (trinta) minutos antes da hora prevista para o encerramento das instalações.

Visitas guiadas sujeitas a marcação prévia: mosteiro.seica@cm-figfoz.pt