O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros é uma área protegida criada em 4 de Maio de 1979 pelo Decreto-Lei Nº 118/79 e tem por objectivo a protecção dos aspectos naturais, assim como, a defesa do património arquitectónico existente nas serras de Aire e Candeeiros.
O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros possui uma área de 38 900 hectares distribuídos por vários concelhos, parte do território do Centro de Portugal (Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós e Torres Novas) e ainda dois concelhos do distrito de Santarém (Rio Maior e Santarém).
O parque está enquadrado no Maciço Calcário Estremenho, abarcando as duas serras que lhe dão o nome e ainda o planalto de Santo António e o planalto de São Mamede.
Pode dizer-se que o parque abrange 4 unidades morfológicas de altitude:
1. Planalto de Santo António (a sul e centro)
2. Serra dos Candeeiros (a oeste)
3. Planalto de São Mamede (a norte)
4. Serra de Aire (a leste)
Derivado das movimentações tectónicas e da modelação do terreno, estas unidades encontram-se delimitadas por unidades geológicas resultantes da formação de falhas: Depressão de Alvados, Polje de Mira-Minde e Depressão da Mendiga.
As Serras de Aire e Candeeiros constituem o mais importante repositório das formações calcárias existente em Portugal. A natureza da vegetação, a rede de cursos de água subterrâneos e uma fauna específica foram motivo para a sua classificação como Parque Natural.
Esta região que não tem cursos de água de superfície mas tem-nos em abundância no subsolo, constitui um dos maiores – se não o maior – reservatório de água doce subterrânea do nosso País.
Das várias nascentes cársicas existentes na região, a mais conhecida e importante, no que toca a caudais emitidos, é a dos Olhos de Água do Alviela, com uma bacia de alimentação de cerca de 180 km2, que fornece água a Lisboa desde 1880.
A riqueza da flora é constituída pelo carvalho cerquinho, sobreiro e ulmeiro. O carrasco, o alecrim, arbustos e ervas que nascem espontaneamente complementam esta variedade. Quanto à fauna, é elevado o número de espécies inventariadas: o gato-bravo, a raposa, a doninha, o texugo, etc.
O meio subterrâneo tem, neste Parque Natural, grande significado e importância.
Nas suas numerosas grutas abrigam-se uma infinidade de seres vivos, de que se destacam cerca de dez espécies de morcegos cavernícolas. O morcego é o símbolo do Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros.