A N18 aproxima-nos agora do Vale do Tejo e Vila Velha de Ródão surge, ao fim de pouco mais de 30 quilómetros, enquadrada na paisagem escarpada. Chegado à vila, rume diretamente ao cais: apanhe um barco e prepare-se para um passeio mágico pelas Portas de Ródão, um incrível Monumento Natural. Seguimos viagem sempre acompanhados por paisagens inspiradoras e pelas muitas aves singulares que fazem deste lugar a sua casa. Sabia que é aqui que reside a maior colónia de grifos (gyps fulvus) do país? Para além destes, poderá observar muitas outras raridades, como o abutre-do-Egipto (neophron percnopterus) e o ameaçado abutre-preto (aegypius monachus) – a maior ave planadora de Portugal e uma das maiores do mundo, que pode atingir até três metros de envergadura, a cegonha-negra (ciconia nigra) e a majestosa águia-imperial (aquila adalberti).

Monumento Natural das Portas do Ródão

Regressado a terra, Vila Velha de Ródão reserva-lhe, ainda, outras surpresas. O Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo é a porta de entrada para a descoberta da maior concentração de gravuras rupestres pré-históricas da Península Ibérica. Já o Lagar de Varas, é mais um exemplar dos lagares da região, com duas técnicas distintas de moagem e de prensa de azeitona. Suba depois até ao Castelo de Ródão ou Castelo de Wamba e despeça-se temporariamente do Tejo a partir de uma posição privilegiada.