Saímos de Aveiro em direção à maior lagoa natural da Península Ibérica, a Pateira de Fermentelos. Seguimos pela Estrada Nacional 235 e somos surpreendidos por uma das mais românticas paisagens da região de Aveiro. A Pateira é dividida pelos concelhos de Águeda, Aveiro e Oliveira do Bairro e sim, existem spots ideais à sua volta para quem quiser pôr as redes sociais num frenesim. Se viajar com crianças, a Pateira de Espinhel é um bom ponto de referência, já que conta com parque infantil e de merendas e até as famosas casinhas de madeira com uma vista impagável sobre a Pateira. Ou então opte por uma viagem até Bustos e descubra a magia da rádio na Radiolândia – Museu do Rádio.

Pateira de Fermentelos

Sete quilómetros de estrada não incomodam ninguém quando sabemos que há um Pastel de Águeda à nossa espera no final da viagem. Feitos com ovos, açúcar, manteiga e amêndoa e uma cobertura estaladiça, fazem as delícias de muitos gulosos. Se conseguir passar por Águeda em julho, saiba que terá a oportunidade de assistir a um dos festivais artísticos mais interessantes do país – Agit’Águeda – que conta, entre outras valências, com arte urbana e com os famosos guarda-chuvas coloridos que dão (ainda mais) vida ao centro de Águeda. Não é, por isso, de estranhar que a Arte Urbana de Águeda esteja tão viva, já que algumas obras apresentadas em edições passadas do evento vão ficando espalhadas pela cidade. O centro enche-se, assim, de cor e de obras de artistas bem conhecidos como Bordalo II, Milo, Colectivo Nora e até Mário Belém. Corra até ao posto de turismo e peça um mapa da arte urbana da cidade, divirta-se pelas ruas e aproveite para tirar muitas fotografias.

Espera-nos, agora, o primeiro museu subterrâneo em Portugal que combina arte e vinho, em Sangalhos. Falamos do Aliança que tira partido das tradicionais caves da Aliança Vinhos de Portugal e junta à tradição vitivinícola da Bairrada oito coleções, de arqueologia a azulejaria, passando pela cerâmica e pela paleontologia. Torne-se enólogo durante umas horas, embarque numa das várias experiências que o museu tem para oferecer e comece já a conhecer o mundo do Vinho Bairrada, que mais tarde exploraremos em sede própria.

Termas da Curia

Entramos na IC2 e rapidamente encontramos uma pequena estrada ladeada de frondosas árvores que parece saída de um filme romântico. A Curia, no geral, parece parada no tempo (o que, neste caso, é um grande elogio). Ao longe, um grande palacete espreita entre as árvores: o hotel das Termas da Curia. A estas tem-se acesso por uma pequena muralha ao fundo do corredor de árvores. Rodeadas por 14 hectares de natureza, as Termas, o Hotel e o parque fazem as delícias de toda a família. Uma curiosidade importante: aqui existe uma “buvette”, um local onde é possível beber água termal. No que à saúde diz respeito, saiba que existem, além dos programas terapêuticos mais comuns, outros de relaxamento, emagrecimento ou, simplesmente, para descansar. Pelo meio, explore a mata e faça todas as perguntas que achar necessárias no posto de turismo, para que nada lhe escape nesta descoberta.

O relógio não chega a avançar cinco minutos desde que saímos da Curia e já estamos no Museu do Vinho Bairrada. É aqui que se celebra o néctar desta Região Demarcada da Bairrada. Numa museografia moderna, a arte e a cultura da vinha e do vinho são preservadas e enaltecidas. Não deixe, claro, de comprar algumas garrafas na loja do museu – algo que também pode fazer na Curia, no edifício da sede da Rota da Bairrada. Esta é, aliás, a Rota que deve seguir para se tornar um entendedor deste vinho e deste território que une vários concelhos das regiões de Aveiro e Coimbra. Além de percorrer oito roteiros que incluem a visita a adegas, quintas, museus e até espaços de lazer importantes na região, ainda pode escolher experiências de degustação de vinhos. Mas nesta viagem gastronómica pela Bairrada, não pode deixar de provar o suculento Leitão da Bairrada assado, acompanhado, claro, de um bom espumante. Não é difícil encontrar uma casa que sirva esta iguaria de forma exímia.