Também conhecida por “Escudo da Estrela”, a Guarda é sinónimo de história e património seculares, de ar puro e sadio e de sabores e aromas marcantes, fruto dos vales férteis. Reserve, por isso, algum tempo para descobrir os ex-líbris desta cidade com mais de 800 anos: a magnificência gótica da Catedral, a altivez da Torre de Menagem, os vestígios do antigo bairro judaico, as ruínas da antiga muralha com as suas imponentes portas, os castros, os solares renascentistas, as igrejas, os jardins, os parques, os chafarizes e, claro, a gastronomia local.

Património Judaico no Centro de Portugal

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Não deixe de provar algumas das especialidades locais, como o pão de centeio, a morcela, a farinheira, o bucho, a chouriça de carne, a chouriça de bofe e, no caso dos doces, os Cascoréis e os Esquecidos, assim como o D. Sancho e a famosa bola da Guarda.

Depois do merecido tempo à descoberta da cidade da Guarda, a estrada N18 leva-nos para sul, ao longo do sopé oriental da Serra da Estrela. Corridos poucos minutos, e já em Belmonte, faça um desvio à esquerda pela estrada em direção a Colmeal da Torre. Não tardará a avistar, à direita, uma imponente e enigmática estrutura em forma de torre: Centum Cellas. Pare o carro nas imediações e aventure-se pelo local para admirar de perto esta construção romana, cujas funções primordiais estão ainda envoltas em incerteza.

De regresso ao carro, siga a estrada até à colina que se eleva a sul e suba até ao centro histórico da Vila de Belmonte, onde será recebido pelo que ainda resiste do castelo do século XV.