Não faltam motivos para se “perder” por Figueira de Castelo Rodrigo. Ao longo do Parque Natural do Douro Internacional, na fronteira com Espanha, conheça Barca d’Alva, onde o Douro amadurece e se torna navegável, visite as intrigantes ruínas da Torre de Almofala, entre na Igreja de Escalhão e admire o Convento de Santa Maria de Aguiar. Por outro lado, na Serra da Marofa, pode optar por subir até ao imponente Cristo-Rei, que abraça todo o território, e admirar a paisagem de cortar a respiração no miradouro, onde muitas fotografias nunca são demais.

Mas o ex-líbris desta etapa é o lugar que a batiza. Prepare-se, já que a curta estrada desvenda, no horizonte, uma imponente e desafiadora colina. No topo está a Aldeia de Castelo Rodrigo que, durante mais de 600 anos, foi centro de poder local e palco de grandes acontecimentos históricos. Com um encanto próprio entre as Aldeias Históricas de Portugal, e também uma das 7 Maravilhas de Portugal, Castelo Rodrigo surpreende por constituir um genuíno complexo monumental que testemunha o período medieval, conservando ainda hoje importantes vestígios: as ruínas do Palácio de Cristóvão de Moura, o Pelourinho quinhentista, a Igreja Matriz, a Cisterna Medieval e outras marcas que atestam a presença de antigas comunidades judaicas na aldeia.

Para eternizar a visita, sugerimos como enquadramento perfeito para uma fotografia especial a Porta do Sol, virada a nascente. Antes de partir para outras paragens, não deixe de provar a rainha da gastronomia local: a amêndoa. Endógena de Figueira de Castelo Rodrigo, a tradição amendoeira é tão antiga quanto importante, existindo até uma festa em sua honra, a Festa da Amendoeira em Flor, entre fevereiro e março, que celebra o início de um novo ano de produção.

Rumamos agora a sul, com a imagem de Castelo Rodrigo no retrovisor, e entramos em terras de Almeida.