Depois de Longroiva, siga pela N102 em direção a Cidadelhe, em Pinhel, uma aldeia peculiar elogiada por José Saramago na sua “Viagem a Portugal”. Não deixe de reparar na paisagem natural, tipicamente serrana, composta por vales, fragas e planaltos, giestas, soutos, pomares e oliveiras. Saiba ainda que Pinhel é guardião de muitas histórias, saberes e tradições: o artesanato típico, a gastronomia e os vinhos são apenas alguns dos melhores exemplos mas a sede de concelho é, também, considerada a “cidade com mais solares por metro quadrado”.

Após Cidadelhe, espera-o uma viagem pela EM607, atravessando o Côa em direção a Figueira de Castelo Rodrigo – um percurso que corresponde, em parte, à Grande Rota do Vale do Côa. À esquerda, as encostas de grande declive marcadas por rochas graníticas integram já os mais de 800 hectares da Reserva da Faia Brava, primeira área protegida privada do país. Existem cerca de 15 quilómetros de percursos para descobrir algumas espécies da surpreendente avifauna, como grifo (gyps fulvus), o abutre-preto (aegypius monachus), o britango (neophron percnopterus), a cegonha-negra (ciconia nigra) ou a águia-de-bonelli (aquila fasciata). Continuando pela EM607, a vila de Figueira de Castelo Rodrigo recebê-lo-á ao fim de 18 quilómetros.

Grande Rota do Vale do Côa

A Grande Rota do Vale do Côa corresponde a um percurso linear de 200 km que acompanha o percurso do rio Côa, desde a nascente (Sabugal) à foz (Vila Nova de Foz Côa). Está assinalado nos dois sentidos, sendo possível optar pelo sentido sul-norte ou norte-sul. Pode optar por percorrer esta Grande Rota a pé, de bicicleta ou a cavalo, existindo desvios exclusivos para ciclistas e cavaleiros.