Considerada outra das portas principais de acesso à Serra da Estrela, sobretudo para quem chega do litoral do país, Seia justifica por si só a visita, em qualquer altura do ano. A importância do concelho assenta na sua vasta riqueza paisagística, patrimonial, cultural e gastronómica.

Em primeiro lugar, o Museu do Brinquedo fará as delícias não apenas dos mais novos mas também da criança que há em quem cada um de nós. Descubra ou revisite os brinquedos da sua infância, entre os mais de 4500 exemplares que atravessam várias gerações, de Portugal e do mundo.

Queijo Serra da Estrela

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Continue, depois, para o Museu do Pão, e fique a conhecer todo o património associado ao pão português, em todas as suas dimensões: etnográfica, política, social, histórica, religiosa e artística. As boas notícias são que aqui pode contar com um simpático restaurante, pelo que caso a fome já aperte, aproveite para almoçar ou jantar. Caso contrário, e para além do pão de centeio e da broa, pode sempre aventurar-se pela cidade em busca dos seus sabores mais típicos: o Bolo Negro de Loriga, os enchidos, o cabrito serrano, o requeijão de Seia, ou ainda – e nunca demais – o Queijo Serra da Estrela. Pode ainda visitar o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e o Museu Natural da Eletricidade, nas margens do rio Alva.

De barriga e coração cheio, a nossa viagem continua para norte, ao longo da N17, que corre paralela à Serra. Pelo caminho, atravessamos Gouveia, um verdadeiro “laboratório vivo” de experiências e sensações, que resultam, em grande medida, da harmonia entre a natureza e a cultura local. Motivos não faltam para dedicar algum tempo à cidade: o Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta, o Parque Ecológico de Gouveia, o Museu da Miniatura Automóvel e o espólio do escritor Vergílio Ferreira na Biblioteca Municipal são mais que suficientes.

Linhares da Beira

Aproximamo-nos do final desta viagem à Serra da Estrela, sem que isso seja sinónimo de perda de entusiasmo ou adrenalina. Após poucos minutos do regresso à N17, entre em Celorico da Beira, rume à última Aldeia Histórica deste roteiro e conheça-a também como a Catedral do Parapente: Linhares da Beira. As condições naturais e o enquadramento paisagístico desta região entre a Serra e as planícies da bacia do Mondego são a garantia de uma experiência memorável. Viciantes são também os sabores deste recanto da Beira Alta. Entre os concelhos de Celorico da Beira e Fornos de Algodres visite as queijarias, despeça-se do cabrito, do borrego, do arroz doce e do leite creme e acompanhe tudo com um bom vinho do Dão, cuja Região Demarcada já aqui nos alcança.

Regresse a casa – ou continue viagem pelo Centro de Portugal – com um bom Queijo Serra da Estrela na mala e saboreie-o com quem mais gosta, sabendo que está a partilhar parte da história, da cultura, do património e do coração de uma região.